| ERRATICIDADE |
| BIBLIOGRAFIA |
| 01 - A alma é imortal - pág. 56 | 02 - A crise de morte - pág. 155 |
| 03 - Almas que voltam - pág. 58 | 04 - Curso Dinâmico de Espiritismo - pág. 25/112 |
| 05 - Depois da Morte - pág. 217 | 06 - Do país da Luz - toda a obra |
| 07 - Emmanuel - pág. 151 | 08 - Manual e Dic. Básico do Espiritismo - pág. 41 |
| 09 - Maria Dolores - pág. 131 | 10 - Na sombra e na luz - pág. 103 |
| 11 - No limiar do Infinito - pág. 93/117 | 12 - O Céu e o Inferno - pág. 248 |
| 13 - O Livro dos Espíritos - Intr. Q.223/258 | 14 - O Livro dos Médiuns - Cap. XXXII |
| 15 - O martírio dos suicidas - pág. 62 | 16 - O porquê da vida - pág. 78 |
| 17 - O problema do ser e do destino e da dor-pág.181 | 18 - O que é a morte - pág. 54/83/141 |
| 19 - Os mensageiros - pág. 82/174 | 20 - Repositório de sabedoria - pág. 200 |
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ERRATICIDADE – COMPILAÇÃO
05 – Depois da morte – Léon Denis, pág. 217
ERRATICIDADE:
Enquanto as almas desprendidas das influências terrenas se constituem
em grupos simpáticos, cujos membros se amam, se compreendem, vivem em
perfeita igualdade, em completa felicidade, os Espíritos que ainda não
puderam domar as suas paixões levam uma vida ERRANTE, desordenada, e
que, sem lhes trazer sofrimentos, deixa-os contudo, mergulhados na incerteza
e na inquietação. É a isso que se chama ERRATICIDADE; é
a condição da maioria dos Espíritos que viveram na Terra,
nem bons nem maus, porém ainda fracos e muito inclinados às coisas
materiais.
Encontram-se na erraticidade multidões imensas, sempre agitadas, sempre
em busca de um estado melhor, que lhes foge. Numerosos Espíritos aí
flutuam indecisos entre o justo e o injusto, entre a verdade e o erro, entre
a sombra e a luz. Outros estão sepultados no insulamento, na obscuridade,
na tristeza, sempre à procura de um benevolência, de uma simpatia
que podem encontrar.
A ignorância, o egoísmo, os vícios de toda espécie
reinam ainda na erraticidade, onde a matéria exerce sempre sua influência.
O bem e o mal aí se chocam. É de alguma sorte o vestíbulo
dos espaços luminosos, dos mundos melhores. Todos aí passam e
se demoram, mas para depois se elevarem. O ensino dos Espíritos sobre
a vida de além-túmulo faz-nos saber que no espaço não
há lugar algum destinado à contemplação estéril,
à beatitude ociosa.
Todas as regiões do espaço estão povoadas por Espíritos
laboriosos. Por toda parte, bandos, enxames de almas sobem, descem, agitam-se
no meio da luz ou na região das trevas. Em certos pontos, vê-se
grande número de ouvintes recebendo instruções de Espíritos
adiantados; em outros, formam-se grupos para festejarem os recém-vindos.
Aqui, Espíritos combinam os fluídos, infundem-lhes mil formas,
mil coloridos maravilhosos, preparam-nos para os delicados fins a que foram
destinados pelos Espíritos superiores; ali, ajuntamentos sombrios, perturbados,
reúnem-se ao redor dos globos e os acompanham em suas revoluções,
influindo, assim, inconscientemente, sobre os elementos atmosféricos.
Espíritos luminosos, mais velozes que o relâmpago, rompem essas
massas para levarem socorro e consolação aos desgraçados
que os imploram. Cada um tem o seu papel e concorre para a grande obra, na medida
de seu mérito e de seu adiantamento. O Universo inteiro evolui. Como
os mundos, os Espíritos prosseguem seu curso eterno, arrastados para
um estado superior, entregues a ocupações diversas. Progressos
a realizar, ciência a adquirir, dor a sufocar, remorsos a acalmar, amor,
expiação, devotamento, sacrifício, todas essas forças,
todas essas coisas os estimulam, os aguilhoam, os precipitam na obra; e, nessa
imensidade sem limites, reinam incessantemente o movimento e a vida. A imobilidade
e a inação é o retrocesso, é a morte.
Sob o impulso da grande lei, seres e mundos, almas e sóis, tudo gravita
e move-se na órbita gigantesca traçada pela vontade divina.
07 - Emmanuel - Emmanuel - pág. 151
A
COMUNHÃO DOS DOIS MUNDOS !
Os desencarnados não podem imiscuir-se na vida material com a plenitude
das faculdades readquiridas e o médium, por sua vez, frequentemente,
em vista das suas condições e circunstâncias, está
impossibilitado de corresponder à potencialidade vibratória daqueles
que o procuram para veicular o seu pensamento.
A alma, emancipada dos liames terrestres, integra a comunidade do outro mundo,
que não é o da carne, e, daí, a necessidade imprescindível
de submeter-se às condições de ordem material para se manifestar;
esse fato constitui uma dificuldade extraordinária à consciência
depurada, que já desferiu o vôo altíssimo aos denominados
planos felizes do Universo, dificuldade que essa adaptação à
materialidade implica. A comunhão dos dois mundos, o físico e
o invisível, está, pois, baseada nos mais sutis elementos de ordem
espiritual.
OS ESPÍRITOS BENIGNOS
Por essa razão, as luminosas mensagens dos grandes mentores da Humanidade
são inspiradas aos seres terrenos através de processos inacessíveis
ao seu entendimento atual, e a maioria das entidades comunicantes são
verdadeiros homens comuns, relativos e falhos, porquanto são almas que
conservam, às vezes integralmente, o seu corpo somático e cujo
habitat é o próprio orbe que lhes guarda os despojos e as vastas
zonas dos espaços que o cercam, atmosferas do próprio planeta,
que poderíamos classificar de colônias terrenas nos planos da erraticidade.
Aí se congregam os seres afins e, nesse meio, vivem e operam muitas elites
espirituais, constituídas por Espíritos benignos, mas não
aperfeiçoados, os quais, sob ordens superiores, laboram pelo seu próprio
adiantamento e a prol da evolução humana, volvendo novamente à
carne ou trabalhando pelo progresso no seio das coletividades terrestres.
O QUE REPRESENTAM AS COMUNICAÇÕES
Dos motivos expostos, infere-se que a suposta vulgaridade dos ditados mediúnicos
é um fato natu-ralíssimo, porque emanam das almas dos próprios
homens da Terra, imbuídos de gosto pessoal, já que o corpo das
suas impressões persiste com precisão matemática, e somente
os séculos, com o seu consequente aglomerado de experiências, conseguem
modificar as disposições cármicas ou perispirituais de
cada indivíduo.
Procuram
agir no plano físico unicamente para demonstração da sobrevivência
além da morte, levantando os ânimos enfraquecidos, porque dilatam
os horizontes da fé e da esperança no futuro, porém, jamais
serão portadores da palavra suprema do progresso, não só
porque a sua sabedoria é igualmente relativa, como também porque
viriam anular o valor da iniciativa pessoal e a insofismável realidade
do arbítrio humano.
OS PLANOS DA EVOLUÇÃO
Assim como o Infinito é uma lei para os estados das consciências,
temos o infinito de planos no Universo e todos os planos se interpenetram, dentro
da maravilhosa lei de solidariedade; cada plano recebe, daquele que lhe é
superior, apenas o bastante ao seu estado evolutivo, sendo de efeito contraproducente
ministrar-lhe conhecimentos que não poderia suportar.
A evolução, sob todos os seus aspectos, deve ser procurada com
afinco, pois é dentro dessa aspiração que vemos a verdade
da afirmação evangélica — "a quem mais tiver,
mais será dado".' A medida que o homem progride moralmente, mais
se aperfeiçoará o processo da sua comunhão com os planos
invisíveis que lhe são superiores.
12 – O céu e o inferno – Allan
Kardec, pág.
Erraticidade, estado transitório que não proporciona nem felicidade nem castigo absolutos.
13 – O Livro dos Espíritos – Allan Kardec,
Questão
223 – A alma se reencarna imediatamente após a separação
do corpo?
Às vezes, imediatamente, mas, na maioria das vezes, depois de intervalos
mais ou menos longos. Nos mundos superiores a reencarnação é
quase sempre imediata. A matéria corpórea sendo menos grosseira,
o Espírito encarnado goza de quase todas as faculdades do Espírito.
Seu estado normal é o dos vossos sonâmbulos lúcidos.
Questão 224 – O que é a alma, nos intervalos das encarnações?
Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera.
Questão 224a – Qual poderá ser a duração desses
intervalos?
De algumas horas a alguns milhares de séculos. De resto, não existe,
propriamente falando, limite extremo determinado para o estado errante, que
pode prolongar-se por muito tempo, mas que nunca é perpétuo. O
Espírito tem sempre a oportunidade, cedo ou tarde, de recomeçar
uma existência que sirva à purificação das anteriores.
Questão 224b – Essa duração está subordinada
à vontade do Espírito, ou lhe pode ser imposta como expiação?
É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos
sabem perfeitamente o que fazem, mas para alguns é também uma
punição infligida por Deus. Outros pedem o seu prolongamento para
prosseguir estudos que não podem ser feitos com proveito a não
ser no estado de Espírito.
Questão 225 – A erraticidade é, por si mesma, um sinal de
inferioridade entre os Espíritos?
Não, pois há Espíritos errantes de todos os graus. A encarnação
é um estado transitório, já o dissemos. No seu estado normal,
o Espírito é livre da matéria
Questão 226 – Pode-se dizer que todos os Espíritos não-encarnados
são errantes?
Os que devem reencarnar-se, sim; mas os Espíritos puros, que chegaram
a perfeição, não são errantes: seu estado é
definitivo.
No tocante às suas qualidades íntimas, os Espíritos pertencem
a diferentes ordens ou graus, pelos quais passam sucessivamente, à medida
que se purificam. No tocante ao estado poder ser: encarnados, que quer dizer
ligados a um corpo; errantes, ou desligados do corpo material a espera de uma
nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros ou
perfeitos, que não têm mais necessidade da encarnação.
Questão 227 – De que maneira se instruem os Espíritos errantes?
Pois certamente não o fazem da mesma maneira que nós?
Estudam o seu passado e procuram o meio de se elevarem. Vêem, observam
o que se passa nos lugares que percorrem; escutam os discursos dos homens esclarecidos
e os conselhos dos Espíritos mais elevados que eles, e isso lhes proporciona
idéias que não possuíam.
Questão 228 – Os espíritos conservam algumas das paixões
humanas?
Os Espíritos elevados, ao perderem o seu invólucro, deixam as
más paixões e só guardam a idéia do bem; mas os
Espíritos inferiores as conservam, pois de outra maneira pertenceriam
à primeira ordem.
Questão 230 – O espírito progride no estado errante?
Pode melhorar-se bastante, sempre de acordo com a sua vontade e o seu desejo;
mas é na existência corpórea que ele põe em prática
as novas idéias adquiridas.
Questão 231 – Os Espíritos errantes são felizes ou
infelizes?
Mais ou menos, segundo os seus méritos. Sofrem as paixões cujos
germes conservaram, ou são felizes, segundo a sua maior ou menor desmaterialização.
No estado errante, o Espírito entrevê o que lhe falta para ser
mais feliz. É assim que ele busca os meios de o atingir; mas nem sempre
lhe é permitido reencarnar-se à vontade, e por isso é uma
punição.
Questão 232 – No estado os Espíritos podem ir a todos os
mundos?
Conforme. Quando o Espírito deixa o corpo, ainda não está
completamente desligado da matéria e pertence ainda ao mundo em que viveu
ou a um mundo do mesmo grau; a menos que, durante a sua vida tenha se elevado.
Esse é o objetivo a que deve voltar-se, pois sem isso jamais se aperfeiçoaria.
Ele pode, entretanto, ir a alguns mundos superiores, passando por eles como
estrangeiro. Nada mais faz do que o entrever, e é isso que lhe dá
o desejo de melhorar, para ser digno da felicidade que neles se desfruta e poder
habitá-los.
Questão 233 – Os Espíritos já purificados vêm
aos mundos inferiores?
Vêm freqüentemente, a fim de os ajudar a progredir; sem isso esses
mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para os orientar.
Questão 234 – Existem, como já foi dito, mundos que servem
de estações ou de lugares de repouso aos Espíritos errantes?
Sim, há mundos particularmente destinados aos seres errantes, mundos
que eles podem habitar temporariamente, espécies de acampamentos, de
lugares em que possam repousar de erraticidades muito longas, que são
sempre um pouco penosas. São posições intermediárias
entre os mundos, graduadas de acordo com a natureza dos Espíritos que
podem atingi-las e que nelas gozam de maior ou menor bem-estar.
Questão 234a – Os Espíritos que habitam esse mundos podem
deixá-los à vontade?
Sim, os Espíritos que se encontram nestes mundos podem deixá-los
para seguir o seu destino. Figurai-os como aves de arribação descendo
numa ilha para recuperarem suas forças e seguirem avante.
14 – O Livro dos Médiuns – Allan Kardec, Capítulo XXXII
ERRATICIDADE: Situação dos Espíritos errantes, quer dizer não encarnados, durante os intervalos de suas existências corporais.
LEMBRETE:
ERRATICIDADE: Estado dos espíritos desencarnados, no plano espiritual, enquanto aguardam nova encarnação. Os espíritos puros não são considerados errantes, por não precisarem mais reencarnar. Os espíritos errantes são felizes ou infelizes, segundo o seu grau de purificação. Na erraticidade, o espírito trabalha, estuda, avalia as suas existências materiais passadas, sua situação presente, bem como as deficiências que o distanciam da perfeição, escolhendo provas futuras que contribuam para o seu progresso e evolução (burilamento). Manual e Dicionário Básico de Espiritismo - Ariovaldo Caversan.