| FLUIDO
CÓSMICO UNIVERSAL |
| BIBLIOGRAFIA |
| 01 - A alma é imortal - pág. 226 | 02 - A crise da morte - pág. 81 |
| 03 - A Gênese - cap. XIV | 04 - A levitação - pág. 18 |
| 05 - A loucura sob novo prisma - pág. 107/108 | 06 - Allan Kardec - pág. 104 vol. I |
| 07 - Animais nossos irmãos - pág. 36 | 08 - Perispírito - pág. 37 |
| 09 - Ciência e Espiritismo - pág. 37 | 10 - Depois da morte - pág. 51/52/153/220 |
| 11 - Emmanuel - pág. 18/119 | 12 - Evolução em dois mundos - pág. 19/95 |
| 13 - Manual e Dic. Básico do Espiritismo - pág. 51 | 14 - O Consolador - pág. 29/33/57/220 |
| 15 - O Livros dos Espíritos - pág. 27/65/94/188 | 16 - O que é Espiritismo - cap. I,pág. 75/84 |
| 1 7 - O passe Espírita, - pág. 71 | 18 - Os quatro evangelhos - v.1, pág. 288,v.4,pág.246 |
| 19 - Passes e radiações - pág. 79 | 20 - Reencarnação e vida - pág. 57 |
| 21 - Roteiro - pág. 127 | 22 - Saúde e Espiritismo - pág. 53/167 |
| 23 - Universo e vida - pág. 47/97/101 (v-18/20) |
LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.
FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL - COMPILAÇÃO
01 - A alma é imortal - Gabriel Delanne - pág. 226
O
MUNDO ESPIRITUAL E OS FLUÍDOS - As forças
Citemos de novo o nosso instrutor espiritual. (Allan Kardec, A Gênese)
"Se um desses seres desconhecidos que consomem a efêmera existência
nas regiões tenebrosas do fundo do oceano, se um desses poligástricos,
dessas nereidas — miseráveis animálculos que da Natureza
unicamente conhecem os peixes ictiófagos e as florestas submarinas —
recebesse de súbito o dom da inteligência, a faculdade de estudar
o seu mundo e de levantar sobre as suas apreciações um raciocínio
conjetural, abrangendo a universalidade das coisas, que idéia faria da
Natureza viva que se desenvolve no meio em que ele vive e do mundo terrestre
existente fora do campo de suas observações?
"Se, depois, por um efeito maravilhoso do seu novo poder, esse mesmo ser
chegasse a elevar-se acima das suas trevas eternas, à superfície
do mar, não longe das margens opulentas de uma ilha de rica vegetação,
ao banho fecundante do Sol, dispensador de calor benfazejo, que juízo
faria ele dos seus juizos anteriores, acerca da Criação universal
? Não substituiria de pronto a teoria que houvesse construído
por uma apreciação mais ampla, porém, ainda tão
incompleta, relativamente, quanto a primeira. Tal, ó homens! a imagem
da vossa ciência, toda especulativa...
"Há um fluido etéreo, que enche o espaço e penetra
os corpos. Esse fluido é a matéria cósmica primitiva, geratriz
do mundo e dos seres. São inerentes ao éter as forças que
presidiram às metamorfoses da matéria, as leis imutáveis
e necessárias que regem o mundo. Essas forças múltiplas,
indefinidamente variadas segundo as combinações da matéria,
localizadas segundo as massas, diversificadas, quanto ao modo de ação,
segundo as circunstâncias e o meio, são conhecidas na Terra sob
o nome de gravidade, coesão, afinidade, atração, magnetismo,
eletricidade. Os movimentos vibratórios do agente são os de: som,
calor, luz, etc.
"Ora, assim como uma única é a substancia simples, primitiva,
geratriz de todos os corpos, mas diversificada em suas combinações,
também todas essas forças dependem de uma lei universal, diversificada
em seus efeitos, lei que lhes está na origem e que, pelos decretos eternos,
foi soberanamente imposta à Criação, para lhe constituir
a harmonia e a estabilidade permanentes.
"A Natureza jamais está em oposição a si mesma. Uma
só é a divisa no brasão do Universo: Unidade. Remontando-se
à escala, dos mundos, encontra-se unidade de harmonia e de criação,
ao mesmo tempo que uma variedade infinita nessa imensa platéia de estrelas;
percorrendo-se-lhes os degraus da vida, desde o último dos seres até
Deus, a grande lei de continuidade se patenteia; considerando-se as forças
em si mesmas, pode-se formar com elas uma série, cuja resultante, a confundir-se
com a geratriz, é a lei universal...
"Todas essas forças são eternas e universais, como a Criação.
Sendo inerentes ao fluido cósmico, elas necessariamente atuam em tudo
e em toda parfe, modificando, sucessivamente, ou pela simultaneidade, ou pela
sucessividade, as ações que exercem. São predominantes
aqui, ali apagadas, poderosas e ativas em certos pontos, latentes ou secretas
noutros. Mas, finalmente, estão sempre preparando, dirigindo, conservando
e destruindo os mundos em seus diversos períodos de vida, governando
os maravilhosos trabalhos da Natureza, em qualquer parte onde eles se executem,
assegurando para sempre o eterno esplendor da Criação."
Difícil dizer melhor e exprimir de maneira tão elevada quanto
concisa os resultados todos a que a ciência tem chegado e nos há
feito conhecer. Escapa ao poder do homem criar qualquer parcela de energia,
ou destruir a que existe. Transformar um movimento em outro é tudo o
que lhe está ao alcance. O mundo da mecânica, diz Balfour Stewart,
não é uma manufatura criadora de energia, mas um como mercado
ao qual podemos levar certa espécie particular de energia e trocá-la
por um equivalente de energia doutro gênero, que mais nos convenha...
Se lá chegarmos sem coisa alguma nas mãos, podemos ter a certeza
de voltar sem coisa alguma.
É absurdo, diz o Padre Secchi, admitir-se que o movimento, na matéria
bruta, possa ter outra origem que não o próprio movimento. Assim,
não se pode criar a energia e firmado está que ela não
pode destruir-se. Onde um movimento cessa, imediatamente aparece o calor, que
é uma forma equivalente desse movimento. Esta a grande verdade formulada
sob o nome de conservação da energia, idêntica à
lei de conservação da matéria.
Assim como esta não pode ser aniquilada e apenas passa por transformações,
também a energia é indestrutível: experimenta tão-só
mudanças de forma. Até ao século XIX, a prática
diuturna dava, na aparência, motivos para crer-se que a energia era parcialmente
suprimida.
Pertence a J. R. Mayer, médico de Heilbronn (reino do Wurtemberg), ao
dinamarquês Colding e ao físico inglês Joule a glória
de terem demonstrado que nem uma só fração de energia se
perde e que é invariável a quantidade total de energia de um sistema
fechado. Essa demonstração, conhecida sob a denominação
de teoria mecânica do calor, constitui uma das mais admiráveis
e fecundas obras do século XIX.
Descobrindo a que quantidade exata de calor corresponde um certo trabalho, isto
é, uma certa quantidade de movimento, a Ciência fez que a indústria
mecânica desse um passo gigantesco. Aplicando semelhante descoberta à
Química, fez esta entrasse para o rol das ciências finitas, isto
é, daquelas cujos fenômenos se podem reduzir todos a fórmulas
matemáticas. Finalmente, em Fisiologia, as noções de que
tratamos deram lugar a que se achasse a medida precisa da intensidade da força
vital. Mas, não se limitou a isso o estudo experimental da energia.
Conseguiu-se
demonstrar que todas as diferentes formas que ela assume: calor, luz, eletricidade,
etc., podem transformar-se umas nas outras, de maneira que uma daquelas manifestações
é capaz de engendrar todas as demais. Dessas descobertas experimentais
decorre que as forças naturais, conforme ainda hoje se chamam, não
são mais do que manifestações particulares da energia universal,
ou, em última análise, dos modos de movimento. O problema da unidade
e da conservação da força foi, pois, resolvido pela ciência
moderna. Possível se tornou comprovar no universo inteiro a unidade dos
dois grandes princípios: força e matéria.
A luneta e o telescópio permitiram se visse que os planetas solares são
mundos quais o nosso, pela forma, pela constituição e pela função
que preenchem. Nem só, porém, o nosso sistema obedece a tais leis,
todo o espaço celeste está povoado de criações semelhantes,
evidenciando a semelhança de organização das massas totais
do Universo, ao mesmo tempo que a uniformidade sideral das leis da gravitação.
Os sóis ou estrelas, as nebulosas e os cometas foram estudados pela análise
espectral, que demonstrou serem compostos esses mundos, tão diversos,
de materiais semelhantes aos que conhecemos na Terra. A mecânica química
e física dos átomos é a mesma lá, que neste mundo.
É, pois, em tudo e em toda parte, a unidade fundamental incessantemente
diversificada.
Que confirmação magnifica daquela voz do espaço que, há
cinquenta anos, afirmava que eterna é a força e que as séries
dissemelhantes de suas ações têm uma resultante comum, que
se confunde com a geratriz, isto é, com a lei universal! Assim, portanto:
força única, matéria única, indefinidamente variadas
em suas manifestações, tais as duas causas do mundo visível.
Existirá outro, Invisível e sem peso? Interroguemos de novo os
nossos Instrutores do Além. Eles respondem afirmativamente e cremos que
também quanto a isso a Ciência não os desmentirá.
O mundo espiritual
"O fluido cósmico universal, como foi ensinado, é a matéria
elementar primitiva, cujas modificações e transformações
constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Como elementar
princípio universal, ele se apresenta em dois estados distintos: o de
eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar o estado
normal primitivo, e o de materialização ou de ponderabilidade,
que, de certo modo, é apenas consecutivo àquele. O ponto intermédio
é o da transformação do fluido em matéria tangível;
mas, ainda ai não há transição brusca, pois que
os nossos fluidos imponderáveis podem considerar-se um termo médio
entre os dois estados.
"No estado de eterização, o fluido cósmico não
é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações
tão variadas, em gênero, senão mais numerosas, quanto no
estado de matéria tangível. "Essas modificações
constituem fluidos distintos que, embora procedendo do mesmo princípio,
são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos
particulares do mundo invisível. "Sendo tudo relativo, esses fluidos
têm para os Espirites uma aparência tão material, como a
dos objetos tangíveis para os encarnados e são para eles o que
são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os
elaboram e combinam para produzir determinados efeitos, como fazem os homens
com os seus materiais, se bem que por processos diferentes.
"Lá, entretanto, como neste mundo, só aos Espíritos
mais esclarecidos é dado compreender o papel dos elementos constitutivos
do mundo deles. Os ignorantes do mundo invisível são tão
incapazes de explicar os fenômenos que observam e para os quais concorrem,
muitas vezes maquinalmente, como o são os ignorantes da Terra para explicar
os efeitos da luz ou da eletricidade e para dizer como os vêem e entendem."
É admiravelmente justo o que se acaba de ler. Interrogai ao acaso dez
pessoas que passem pela rua, perguntando-lhes quais são as operações
sucessivas da digestão ou da respiração e ficai certos
de que nove delas não saberão responder-vos. No entanto, em nossa
época, a instrução já se acha bastante disseminada.
Mas, quão poucos se dão ao trabalho de aprender ou de refletir!
"Os elementos fluídicos do mundo espiritual fogem aos nossos instrumentos
de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos
que estes são para a matéria tangível e não para
a etérea. Alguns há peculiares a um meio tão diferente
do nosso, que não podemos fazer deles idéia, senão mediante
comparações tão imperfeitas como aquelas pelas quais um
cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.
"Mas, dentre esses fluidos, alguns se acham intimamente ligados à
vida corpórea e pertencem de certo modo ao meio terrestre. Em falta de
percepção direta, podem observar-se-lhes os efeitos e adquirir,
sobre a natureza deles, conhecimentos de certa exatidão. Ê essencial
esse estudo, porquanto constitui a chave de uma multidão de fenômenos
que só com as leis da matéria se não explicam. "No
seu ponto de partida, o fluido universal se acha em grau de pureza absoluta,
da qual nada nos pode dar idéia. O ponto oposto é o da sua transformação
em matéria tangível. Entre esses dois extremos, há inúmeras
transformações, mais ou menos aproximadas de um ou de outro.
Os
fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros conseguintemente,
compõem o que se poderia chamar a atmosfera espiritual da Terra. É
desse meio, no qual também diferentes graus de pureza existem, que os
Espíritos encarnados ou desencarnados extraem os elementos necessários
ã economia de suas existências. Por muito sutís e impalpáveis
que sejam para nós, não deixam esses fluidos de ser de natureza
grosseira, comparativamente aos fluidos etéreos das regiões superiores.
"Não é rigorosamente exata a qualificação de
fluidos espirituais, porquanto, em definitivo, eles são sempre matéria
mais ou menos quintessenciada. De realmente espiritual, há só
a alma ou princípio inteligente. Eles são qualificados de espirituais,
em comparação e, sobretudo, em razão da afinidade que guardam
com os Espíritos. Pode dizer-se que são a matéria do mundo
espiritual. Dai o serem denominados fluidos espirituais.
"Quem, ao demais, conhece a constituição íntima da
matéria tangível? Ela possivelmente só é compacta
com relação aos nossos sentidos. Prová-lo-ia a facilidade
com que a atravessam os fluidos e os Espíritos, aos quais ela não
opõe obstáculo maior, do que o que à luz oferecem os corpos
transparentes. (...)
03 – A GÊNESE
– ALLAN KARDEC
O
fluido cósmico universal, como já foi demonstrado, é a
matéria elementar primitiva, da qual as modificações e
transformações constituem a inumerável variedade dos corpos
da natureza (cap. X). Como princípio elementar universal, oferece dois
estados distintos: o de eterização ou de imponderabilidade, que
se pode considerar como estado normal primitivo, e o de materialização
ou de ponderabilidade, que é, de certa maneira, consecutivo àquele.
Cap. XIV, pág. 232
O ponto intermediário é o da transformação do fluido
em matéria tangível; porém, ainda neste assunto, não
há transição brusca, pois pode-se considerar nossos fluidos
imponderáveis como um termo médio entre os dois estados (cap.
VI).
A substância etérea, mais ou menos rarefeita, que se difunde pelos
espaços interplanetários; esse fluido cósmico que enche
o mundo, mais ou menos rarefeito, nas regiões imensas, opulentas de aglomerações
de estrelas; mais ou menos condensado onde o céu astral ainda não
brilha; mais ou menos modificado por diversas combinações, de
acordo com as localidades da extensão, nada mais é do que a substância
primitiva onde residem as forças universais, donde a Natureza há
tirado todas as coisas. (cap. 6, item 17, pág. 116).
10 - Depois da morte - Léon Denis - pág. 51/52/153/220
(..)
"A essência em si escapa ao homem, dizia a doutrina pitagórica,
pois ele só pode conhecer as coisas deste mundo, em que o finito se combina
com o infinito. Como conhecê-las? Há entre ele e as coisas uma
harmonia, uma relação, um princípio comum, e esse princípio
é dado a tudo pelo Uno que, com a essência, fornece também
a sua medida e inteligibilidade. "Vosso ser, vossa alma é um pequeno
universo, mas está cheio de tempestades e de discórdias. Trata-se
de realizar aí a unidade na harmonia. Somente então descerá
Deus até vossa consciência, participareis assim do seu poder, e
da vossa vontade fareis a pedra da ladeira, o altar de Hestia, o trono de Júpiter."
Os pitagóricos chamavam espirito ou inteligência à parte
ativa e imortal do ser humano. A alma era para eles o Espírito envolvido
em seu corpo fluídico e etéreo. O destino da Psique, a alma humana,
sua queda e cativeiro na carne, seus sofrimentos e lutas, sua reascensão
gradual, seu triunfo sobre as paixões e sua volta final à luz,
tudo isto constituía o drama da vida, representado nos Mistérios
de Elêusis como sendo o ensino por excelência.
Segundo Pitágoras, a evolução material dos mundos e a evolução
espiritual das almas são paralelas, concordantes, e explicam-se uma pela
outra. A grande alma, espalhada na Natureza, anima a substância que vibra
sob seu impulso, e produz todas as formas e todos os seres. Os seres conscientes,
por seus longos esforços, desprendem-se da matéria, que dominam
e governam a seu turno, libertam-se e aperfeiçoam-se através de
existências inumeráveis. Assim, o invisível explica o visível,
e o desenvolvimento das criações materiais é a manifestação
do Espírito Divino.
Procurando-se nos tratados de Física dos antigos a opinião deles
sobre a estrutura do Universo, enfrentam-se dados grosseiros e atrasados; esses
não são, porém, mais que alegorias. O ensino secreto dava,
sobre as leis do Universo, noções muito mais elevadas. Diz-nos
Aristóteles que os pitagóricos conheciam o movimento da Terra
em torno do Sol. A idéia da rotação terrestre veio a Copérnico
pela leitura de uma passagem de Cícero, que lhe ensinou ter Hicetas,
discípulo de Pitágoras, falado do movimento diurno do globo. No
terceiro grau de iniciação aprendia-se o duplo movimento da Terra.
Como os sacerdotes do Egito, seus mestres, Pitágoras sabia que os planetas
nasceram do Sol, em torno do qual giram, e que cada estrela é um sol
iluminando outros mundos, e que compõe, com seu cortejo de esferas, outros
tantos sistemas siderais, outros tantos universos regidos pelas mesmas leis
que o nosso. Essas noções, porém, jamais eram confiadas
ao papel; constituíam o ensino oral comunicado sob sigilo. O vulgo não
as compreenderia; considerá-las-ia como contrárias à mitologia,
e, por conseguinte, sacrílegas. A ciência secreta também
ensinava que um fluido imponderável se estende por toda parte, e tudo
penetra.
Agente
sutil, sob a ação da vontade ele se modifica, se transforma, se
rarefaz e se condensa segundo a potência e elevação das
almas que o empregam, tecendo com essa substância o seu vestuário
astral. É o traço de união entre o Espírito e a
matéria, tudo gravando-se nele, refletindo-se como imagens em um espelho,
sejam pensamentos ou acontecimentos. Pelas propriedades deste fluido, pela ação
que a vontade sobre ele exerce, explicam-se os fenômenos da sugestão
e da transmissão do pensamento. Os antigos chamavam-lhe, por alegoria,
véu misterioso de Isis ou manto de Cibele, que envolve tudo o que existe.
Esse mesmo fluido serve de veículo de comunicação entre
o visível e o invisível, entre os homens e as almas desencarnadas.
A ciência do mundo invisível constituía um dos ramos mais
importantes do ensino reservado. Por ela se havia sabido deduzir, do conjunto
dos fenômenos, a lei das relações que unem o mundo terrestre
ao mundo dos Espíritos; desenvolviam-se com método as faculdades
transcendentais da alma humana, tornando possível a leitura do pensamento
e a vista a distância. Os fatos de clarividência e de adivinhação,
produzidos pelas sibilas e pitonisas, oráculos dos templos gregos, são
atestados pela História. Muitos espíritos fortes os consideram
apócrifos. Sem dúvida, cumpre levar em conta a exageração
e a lenda; mas, as recentes descobertas da psicologia experimental têm-nos
demonstrado que nesse domínio havia alguma coisa mais do que vã
superstição, e convidam-nos a estudar mais atentamente um conjunto
de fatos que, na antiguidade, repousava sobre princípios fixos e fazia
parte de uma ciência profunda e grandiosa.
Em geral, não se encontram essas faculdades senão em seres de
pureza e elevação de sentimento extraordinária; exigem
preparo longo e minucioso. Os oráculos referidos por Heródoto,
a propósito de Creso e da batalha de Salamina, provam que Delfos possuiu
pessoas assim dotadas. Mais tarde, imiscuíram-se abusos nessa prática.
À raridade das pessoas assim felizmente dotadas tornou os sacerdotes
menos escrupulosos na sua escolha. Corrompeu-se e caiu em desuso a ciência
adivinhatória. Segundo Plutarco, a desaparição dessa ciência
foi considerada por toda a sociedade antiga como uma grande desgraça.
Toda a Grécia acreditava na intervenção dos Espíritos
em coisas humanas. Sócrates tinha o seu daimon ou Gênio familiar.
Exaltados pela convicção de que potências invisíveis
animavam seus esforços, os gregos, em Maratona e Salamina, repeliram
pelas armas a terrível invasão dos persas. Em Maratona, os atenienses
acreditaram ver dois guerreiros, brilhantes de luz, combaterem em suas fileiras.
Dez anos mais tarde, Pítia, sacerdotisa de Apoio, sob a inspiração
dum Espírito, indicou a Temístocles, do alto da sua trípode,
os meios de salvar a Grécia. Se Xerxes caísse vencedor, os asiáticos
bárbaros apoderar-se-iam de toda a Hélade, abafando o seu gênio
criador, fazendo recuar, dois mil anos talvez, o desabrochar da ideal beleza
do pensamento.
Os gregos, com um punhado de homens, derrotaram o imenso exército asiático,
e, conscientes do socorro oculto que os assistia, rendiam suas homenagens a
Palas-Ateneu, divindade tutelar, símbolo da potência espiritual,
nessa sublime rocha da Acrópole, moldurada pelo mar brilhante e pelas
linhas grandiosas do Pentélico e do Himeto.
Para a difusão dessas idéias muito havia contribuído a
participação nos Mistérios, pois desenvolvia nos iniciados
o sentimento do invisível, que, então, sob formas diversas, se
espalhava entre o povo. Na Grécia, no Egito e na índia, consistiam
os Mistérios em uma mesma coisa: o conhecimento do segredo da morte,
a revelação das vidas sucessivas e a comunicação
com o mundo oculto. Esse ensino, essas práticas, produziam nas almas
impressões profundas; infundiam-lhes uma paz, uma serenidade, uma força
moral incomparáveis. (...)
11 - Emmanuel - Emmanuel - pág. 18/119
XXII
- FLUIDOS MATERIAIS E FLUIDOS ESPIRITUAIS
1°— Serão os fluidos correntes de electrônios?
2°— Serão essas correntes de duas naturezas — uma para
atuar sobre a matéria e outra sobre o Espírito preso a essa matéria?
3°— A corrente espiritual será formada pelas ondas electrônicas?
4°— O electrônio da corrente espiritual será o mesmo
da corrente material?
1°— A ciência terrestre classifica o electrônio como a
derradeira unidade de matéria, de carga elétrica negativa. No
mundo do Infinitesimal, porém, temos um caminho ilimitado e progressivo
a percorrer. O homem, diante da incapacidade da sua estrutura e em face da sua
zona sensorial limitada, não consegue ir além, no labirinto de
segredos do microcosmo e, para que nos façamos entendidos, não
podemos convir convosco em que os fluidos, de um modo geral, sejam correntes
de electrônios, ainda mesmo considerando-se a necessidade de representar-se,
com essa unidade, uma base para a vossa possibilidade de compreensão
e de análise, porque os electrônios são ainda expressões
de matéria em estado de grande rarefação.
2°, 3° e 4°— Embora sintéticas, pela sua construção
fraseológica, essas proposições são bastante complexas
em si mesmas. As correntes de fluidos espirituais têm a sua organização
particular e estão aptas a determinar a transformação das
correntes de força material, em qualquer circunstância. Seria aconselhável
nunca se confundir as ondas electrônicas com os fluidos de natureza espiritual.
A matéria, atingindo sublimidades de quintessência, quase se confunde
no plano puro do espírito, constituindo tarefa difícil para o
electromagnetismo positivar onde termina uma e onde começa outro.
Ainda agora, os cientistas, investigando a natureza da radioatividade em todos
os corpos da matéria viva, perguntam ansiosos qual a fonte permanente
e inesgotável onde os corpos absorvem, incessante e automaticamente,
os elementos necessários a essa perene e inextinguível irradiação.
No que se refere às ondas electrônicas ou aos elementos radioativos
da matéria em si mesma, essa fonte reside, sem dúvida, na energia
solar, que vitaliza todo o organismo planetário.
O
orbe terrestre é um grande magneto, governado pelas forças positivas
do Sol. Toda matéria tangível representa uma condensação
de energia dessas forças sobre o planeta e essa condensação
se verifica debaixo da influência organizadora do princípio espiritual,
preexistindo a todas as combinações químicas e moleculares.
É a alma das coisas e dos seres o elemento que influi no problema das
formas, segundo a posição evolutiva de cada unidade individual.
Todas as correntes electrônicas, portanto, ou ondas de matéria
rarefeita, são elementos subordinados às correntes de fluidos
ou vibrações espirituais; aquelas são os instrumentos passivos,
estas as forças ativas e renovadoras do Universo.
Os corpos terrestres encontram no Sol a fonte mantenedora de suas substâncias
radioativas, mas todas essas correntes de energia são inconscientes e
passivas. Os Espíritos, por sua vez, encontram em Deus a fonte suprema
de todas as suas forças, em perene evolução, no drama dinâmico
dos sistemas. As correntes fluídicas no mundo espiritual são,
pois, vibrações da alma consciente, dentro da sua gloriosa imortalidade.
Concluímos, assim, que há fluidos materiais e fluidos espirituais;
que os primeiros são elementos inconscientes e passivos e os últimos
a força eterna e transformadora dos mundos, salientando-se que uma só
lei rege a vida, em sua identidade substancial. Nas ondas electrônicas,
filhas da energia solar, chama-se-lhe afinidade, magnetismo, atração,
e, nas correntes de fluidos espirituais, filhas da alma, partícula divina,
chama-se-lhe misericórdia, simpatia, piedade e amor. Nessa lei única,
que liga a Criação ao seu Criador e da qual estudamos os fenômenos
isolados, desenrola-se o drama da evolução do espírito
imortal.
12 – EVOLUÇÃO
EM DOIS MUNDOS – ANDRÉ LUIZ, CAP. 1 pág. 19
Fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Esse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres como peixes no oceano
Fluido cósmico ou plasma divino é a força em que todos
vivemos, nos ângulos variados da natureza, motivo pelo qual já
se afirmou, e com toda a razão, que “em Deus nos movemos e existimos”.
(cap. 1, pág. 23-24)
14 – O CONSOLADOR - EMMANUEL, pág.
33
Questão
20 – Como poderemos compreender o éter?
Nos círculos científicos do planeta muito se tem falado do éter,
sem que possa alguém fornecer uma imagem perfeita da sua realidade, nas
convenções conhecidas.
E, de fato, o homem não pode imaginá-lo, dentro das percepções
acanhadas de sua mente. Por nossa vez, não poderemos proporcionar a vós
uma noção mais avançada, em vista da ausência de
termos de analogia.
Se, como desencarnados, começamos a examiná-lo na sua essência
profunda, para os homens da Terra éter é quase uma abstração.
De qualquer modo, porém busquemos entendê-lo como fluido sagrado
da vida, que se encontra em todo o cosmo; fluido essencial do Universo, que,
em todas as direções, é o veículo do pensamento
divino.
15 – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC
(..) mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja licito classificá-lo como elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse.
Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. (p.1, cap. 2, q.27, pág. 60)
(...) é o veículo da transmissão de seus pensamentos (dos Espíritos), como, para vós, o ar é do som. É uma espécie de telégrafo universal, que liga todos os mundos e permite que os Espíritos se correspondam de um mundo a outro. (p.2, cap.6, q.282, pág. 181).
17 – O PASSE ESPÍRITA – LUIZ CARLOS DE M. GURGEL
Foi
Mesmer que, em 1779, viria a propor a teoria do “fluido universal”,
mais tarde também adotada por Allan Kardec. Mesmer acreditava ser o fluido
universal substância de “sutileza sem comparação que
penetra todos os corpos”. Acreditava, também, que todos os corpos
possuíam propriedades idênticas às dos imãs e que
as doenças eram provocadas por desequilíbrios na distribuição
do magnetismo no organismo das pessoas.
(p.2, cap. 1, pág. 63)
O fluido universal é, nas palavras de Kardec (“A Gênese,
cap. 14 “(...) a matéria elementar primitiva, cujas modificações
e transformações constituem a inumerável variedade dos
corpos da natureza”. Em outras palavras: é a matéria primitiva
básica a partir da qual todas as outras se formam.
A afirmação de que tudo o que existe formou-se a partir de uma
substância primitiva pode parecer difícil de aceitar, a uma primeira
análise, mas, isso fica bem mais fácil de aceitar se lembrarmos
que a ciência oficial já demonstrou, inclusive com experiências
de laboratório, que todas as substâncias, hoje conhecidas podem
ser obtidas a partir de átomos de hidrogênio, bastando que se verifiquem
condições adequadas.
Não devemos, contudo, concluir, pois estaríamos em erro, ser o
hidrogênio a mesma coisa que o fluido universal. Podemos, isso sim, notar
que, após o surgimento do hidrogênio, formado a partir fluido cósmico
universal, a produção das demais substâncias passa a ser
uma decorrência regida por leis que já começam a ser desvendadas
pela própria ciência oficial.
Vale a pena lembrar que as referências de Kardec ao fluido cósmico,
como matéria-prima original do universo, foram apresentados ao mundo
em “A Gênese”, editada no ano de 1868, enquanto que a descoberta
da ciência referente ao hidrogênio como substância fundamental,
da qual todas as outras se originam, só surgiu com Rutherford, nos primeiros
anos do nosso século. A confirmação experimental desta
descoberta, inclusive, só veio a ocorrer várias décadas
depois. O fluido cósmico universal existe em todos os recantos do universo,
decorrendo daí o seu nome. (parte 2, cap. 2, pág. 72-73)
18 – OS QUATRO EVANGELHOS – J.B. ROUSTAING
O fluido universal, que toca de perto a Deus e dele parte, constitui, pela sua quinta-essência e mediante as combinações e transformações de que é passível, o instrumento e o meio de que se serve a inteligência suprema para, pela onipotência da sua vontade, operar, no infinito e na eternidade, todas as criações espirituais, materiais e fluídicas destinadas à vida e à harmonia universais, para operar à criação de todos os mundos, de todos os seres em todos os reinos da natureza, de tudo que se move, vive, é. (vol. 1, pág. 288)
Não sabeis já que o fluido universal, em todos os seus estados de combinação e de transformação, é, na imensidade, o veículo do pensamento, sob a influência atrativa dos fluidos mediante os quais se estabelecem as relações, entre os Espíritos, por analogia de Natureza, ou de espécie? (vol. 4, pág. 246)
21 - Roteiro - Emmanuel - pág. 127
30.
RENOVAÇÃO
As
REVELAÇÕES dos Espíritos convidam naturalmente a ideais
mais elevados, a propósitos mais edificantes. Para as inteligências
realmente dispostas à renunciação da animalidade, são
elas sublime incentivo à renovação interior, modificando
a estrutura fluídica do ambiente mental que lhes é próprio.
Se a civilização exige o desbravamento da mata virgem, para que
cidades educadas surjam sobre o solo e para que estradas livres se rasguem soberanas,
é indispensável a eliminação de todos os obstáculos,
à custa do sacrifício daqueles que se devotam ao apostolado do
progresso.
A Humanidade atual, em seu aspecto coletivo, considerada mentalmente, ainda
é a floresta escura, povoada de monstruosidades. Se nos fundamentos evolutivos
da organização planetária encontramos os animais pré-históricos,
oferecendo a predominância do peso e da ferocidade sobre quaisquer outros
característicos, nos alicerces da civilização do espírito
ainda perseveram os grandes monstros do pensamento, constituídos por
energias fluídicas, emanadas dos centros de inteligência que lhes
oferecem origem.
Temos, assim, dominando ainda a formação sentimental do mundo,
os mamutes da ignorância, os megatérios da usura, os iguanodontes
da vaidade ou os dinossauros da vingança, da barbárie, da inveja
ou da ira. As energias mentais dos habitantes da Terra tecem o envoltório
que os retém à superfície do Globo. Raros são aqueles
cuja mente vara o teto sombrio com os raios de luz dos sentimentos sublimados
que lhes fulguram no templo íntimo.
O pensamento é o gerador dos infracorpúsculos ou das linhas de
força do mundo subatômico, criador de correntes de bem ou de mal,
grandeza ou decadência, vida ou morte, segundo a vontade que o exterioriza
e dirige. E a moradia dos homens ainda está mergulhada em fluidos ou
em pensamentos vivos e semicondensados de estreiteza espiritual, brutalidade,
angústia, incompreensão, rudeza, preguiça, má-vontade,
egoísmo, injustiça, crueldade, separação, discórdia,
indiferença, ódio, sombra e miséria...
Com a demonstração da sobrevivência da alma, porém,
a consciência humana adquire domínio sobre as trevas do instinto,
controlando a corrente dos desejos e dos impulsos, soerguendo as aspirações
da criatura para níveis mais altos. Os corações despertados
para a verdade começam a entender as linhas eternas da justiça
e do bem. A voz do Cristo é ouvida sob nova expressão na mais
profunda acústica da alma.
Quem acorda converte-se num ponto de luz no serro denso da Humanidade, passando
a produzir fluidos ou forças de regeneração e redenção,
iluminando o plano mental da Terra para a conquista da vida cósmica no
grande futuro.
Em verdade, pois, nobre é a missão do Espiritismo, descortinando
a grandeza da universalidade divina à acanhada visão terrestre;
no entanto, muito maior e muito mais sublime é a missão do nosso
ideal santificante com Jesus para o engrandecimento da própria Terra,
a fim de que o Planeta se divinize para o Reino do Amor Universal.
23- UNIVERSO E VIDA – HERNANI
T. SANT’ANA, cap. 5pág. 102
O fluido cósmico que liga a Criação ao Criador é fonte inexaurível, sempre ao alcance de todas as criaturas. É nele que a nossa mente espiritual busca e encontra a quintessência energética de que se sustenta, e, é a partir dele que elabora a matéria mental que expede através do pensamento, sob a forma de fluido mentomagnético.
FLUIDO
MAGNÉTICO: Magnetismo Espiritual – Michaelus, cap. 2, pág.
20.
Fluido elétrico, fluido magnético, são modificações
do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão
a matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.
Foi esse fluido que os magnetizadores pressentiram e que o Espiritismo, mais
tarde, reconheceu e proclamou, segundo as comunicações dos Espíritos
e através de observações e experiências.
FLUIDO NERVOSO: Metapsiquica Humana – Ernesto Bozzano, cap. 10,
pág. 130
(...) é o instrumento indispensável para que a alma entre em relação
com o mundo exterior. O “fluido nervoso” , sendo por natureza muito
material e grosseiro, é destinado a se separar da alma, rarefazendo-se
à proporção que a alma se sublima e gradualmente se aproxima
da natureza radiosa do Espírito.
FLUIDO PERISPÍRITICO: Obras Póstumas – Allan Kardec,
Manifestações dos Espíritos, pág. 57
O fluido perispírito é o agente de todos os fenômenos espíritas,
que só se podem produzir pela ação recíproca dos
fluidos que emitem o médium e o Espírito.
FLUIDO VITAL: O espírito consolador – V. Marchal, - efusão,
pág. 57
O fluido etéreo espalhado no corpo carnal é como um telégrafo
que transmite a sensação ao centro sensitivo, que é o Espírito.
Os nervos são os fios condutores desse fluido, cujo curso, no entanto,
pode ser interrompido por um agente que o isola do cérebro.
FLUIDO VIVO: Evolução em dois mundos – André
Luiz, parte 1, cap. 13, pág. 95-96
No plano espiritual, o homem desencarnado vai lidar, mais diretamente, com um
fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, a nascer-lhe da própria
alma, de vez que podemos defini-lo, até certo ponto, por subproduto do
fluido cósmico, absorvido pela pele humana, em processo vitalista semelhante
à respiração, pelo qual a criatura assimila a força
emanente do Criador, esparsa em todo o Cosmo, transubstanciando-a, sob a própria
responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si
mesma. Esse fluido é o seu próprio pensamento contínuo,
gerando potenciais energéticos com que não havia sonhado.