ECTOPLASMA |
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BIBLIOGRAFIA |
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| 01- A agonia das religiões - pág. 93 | 02 - A alma é imortal - pág. 281 |
| 03 - A mansão Renoir | 04 - A matéria psi - pág. 20 |
| 05 - Análise das coisas - pág. 118 | 06 - Correlações Espírito-matéria - pág. 24, 44 |
| 07 - Curso Dinâmico de Espiritismo- pág. 119, 166 | 08 - Da alma humana - pág. 65, 68, 215 |
| 09 - Desenvolvimento mediúnico - pág. 22 | 10 - Dinâmica psi - pág. 195 |
| 11 - Espírito, perispírito e alma - pág. 161 | 12 - Estudos sobre mediunidade - pág. 133 |
| 13 - Evolução em dois mundos - pág. 134 | 14 - Guia do Espiritismo - pág. 123 |
| 15 - Hipnotismo e espiritismo - pág. 121, 187 | 16 - Hipnotismo e mediunidade - pág. 403 |
| 17 - História do espiritismo - pág. 182, 222, 251 | 18 - Ide e pregai - pág. 112 |
| 19 - Libertação - pág. 41, 84, 200 | 20 - Mediunidade - pág. 96 |
| 21 - No limiar do etéreo - pág. 151 | 22 - O Espírito e o tempo - pág. 206 |
| 23 - O exilado - pág. 193 | 24 - O que é a morte? - pág. 53 |
| 25 - Pérolas do além - pág. 198 | 26 - Resumo da Doutrina Espírita - pág. 174 |
| 27 - Saúde e espiritismo - pág. 37, 68, 139 | 28 - Tambores de Angola - pág. 68, 91 |
LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.
ECTOPLASMA – COMPILAÇÃO
01- A agonia das religiões - JOSÉ HERCULANO PIRES - pág. 93
CAPÍTULO
- XI A CURA DIVINA
Para as camadas pobres da população e a gente simples dos bairros
elegantes, onde a ignorância anda sobre tapetes de luxo, o Espiritismo
não é mais do que uma seita de terapeutas obscuros, de curandeiros
broncos. Acredita-se que a única finalidade do Espiritismo é curar
por meio de processos mágicos. Mas a cura divina não é
privilégio de ninguém. Encontramo-la em todas as religiões
e seitas religiosas do passado e do presente. E mais ainda a encontraremos no
futuro, mas então já reconhecida como um processo cientificamente
explicável e não mais sujeito à exploração
dos missionários por conta própria que hoje, nas grandes cidades,
enriquecem-se à sombra da ignorância ilustrada e da miséria
analfabeta, tendo por patrono o orgulho botocudo da alta medicina e o comodismo
criminoso da burocracia dos órgãos oficiais de assistência
social.
Ligo o rádio às 4 da manhã e ouço o locutor anunciar
o programa de um missionário da cura divina. O missionário se
apresenta declinando o seu título auto-concedido. Sua voz e suas expressões
revelam o tipo de ignorância radiofonizada. É um ex-trabalhador
braçal que descobriu em si mesmo o meio de superar sua condição
inferior. Fala em nome de Jesus-Cristo e faz desfilar pelo microfone várias
criaturas dos bairros humildes que relatam as curas divinas com que foram agraciadas.
A linguagem de todos é pitoresca e emocionante. Revela ao mesmo tempo
a penúria cultural e a fé ingénua do povo. Algumas pessoas
se curaram com o programa de rádio, outras com o disco de preces do missionário,
outras nas reuniões tumultuosas da igreja, outras, levando peças
de roupas de certos doentes ao recinto sagrado, conseguiram curá-los.
É um desfile impressionante de sofrimento e miséria, de ignorância
e crendice pelos canais de comunicação da tecnologia moderna.
Às vezes, isso acontece também na televisão, embora em
programas eventuais, o que acentua o contraste dos desníveis culturais
da nossa época. Não se pode condenar essa revelação
natural da realidade em que vivemos. O mais chocante é que não
se pode nem mesmo condenar a indústria e o comércio dos missionários
espertalhões, que bem ou mal atendem às necessidades de milhares
de pessoas desamparadas.
A cura divina — hoje cura paranormal — é uma realidade inegável
em todo o mundo. Mesmo os cientistas de cabeçadura reconhecem a sua existência
e procuram explicá-la através dos processos psicossomáticos,
da influência de energias psíquicas sobre o físico. Essa
influência pertence, segundo o Espiritismo — e agora segundo as
pesquisas parapsicológicas e a descoberta do corpo-bioplásmico
pelos físicos e biólogos soviéticos — à própria
estrutura psicofísica do homem. A vida se revela aos nossos olhos, nestes
dias, como o resultado da ação do espírito sobre a matéria,
e isso em todas as suas manifestações, como já ficou evidente
no capítulo sobre o corpo-bioplásmico. Não se trata de
nada excepcional ou sobrenatural, mas, pelo contrário, de um fato simplesmente
natural. E precisamente por isso o problema da cura divina exige atenção
imediata e acurada da Ciência, para que ela seja retirada das mãos
ineptas e em geral gananciosas dos missionários por conta própria.
Se isso não for feito, se os cientistas não levarem o assunto a sério e os médicos e suas associações profissionais não puserem de lado os seus preconceitos, enfrentando corajosa e dignamente o problema, serão vãs todas as tentativas repressoras por meios policiais e ações judiciais. Um fato deve ser encarado como fato e não como lenda ou superstição. Temos de usar a cabeça e livrar-nos da estúpida pretensão de superioridade cultural em área que não conhecemos. A terapêutica espírita existe e vive em luta incessante em duas frentes. De um lado é atacada por associações médicas e de outro lado pelas igrejas. A burrice e o interesse profissional estão presentes nessas duas frentes. Entretanto, a terapêutica espírita não se apoia em pressupostos ingênuos nem se serve dos processos do curandeirismo.
Suas bases teóricas são científicas e seus métodos psicoterapêuticos, como demonstrou Jean Ehrenwald, superam os da psicoterapia científica da atualidade. O que a prejudica aos olhos dos especialistas não está nela, mas neles: é o preconceito, a negação apriorística e portanto anticientífica da interferência de influências estranhas no psiquismo humano. Esse tipo de influências já não pode ser negado por ninguém, depois dos avanços científicos do nosso tempo. Somente pessoas desatualizadas cientificamente podem ainda insistir na negação de realidades cientificamente demonstradas e aceitas nos meios universitários mais conceituados do mundo. Muitos dos casos relatados no programa de rádio do missionário a que me referi, apesar das circunstâncias simplórias em que se deram, são perfeitamente enquadráveis na terapêutica paranormal, admitindo-se ou não que o missionário seja um sujeito paranormal. Outros casos se explicam pelas próprias teorias da psicoterapêutica científica, sem necessidade dos dados da paranormalidade.
Kardec
utilizou-se várias vezes da contribuição de médicos
para a verificação de casos da chamada mediunidade-curadora, como
se pode ver pelas suas relações com o Dr. Demeure, relatadas minuciosamente
na Revista Espírita. A médium observada pelo referido médico,
em sua clínica, era uma jovem que curava pelos processos típicos
do curandeirismo mais grosseiro, através de beberagens produzidas com
ervas, mas sob a orientação de espíritos que a assistiam.
O próprio Kardec foi médico e clinicou em Paris, como se pode
ver pela sua recente biografia de André Moreil. Discute-se o problema
da sua graduação em medicina, que não se conseguiu provar,
mas seu contemporâneo Henri Sausse, que foi também o seu primeiro
biógrafo, afirma que ele defendeu brilhantemente sua tese de doutoramento.
O que não se pode negar é que conhecia profundamente ciências
médicas e lecionou-as em Paris.
A terapêutica espírita não pretende superar a medicina,
mas tão-somente contribuir para torná-la mais eficiente. O número
de hospitais espíritas existentes em nosso país e o seu aumento
constante, apesar das restrições e da má-vontade que encontram
de parte dos poderes oficiais, é prova disso. Os hospitais espíritas
não são construídos por uma igreja poderosa nem segundo
um plano estadual ou nacional. São iniciativas de pequenos grupos ou
instituições doutrinárias, geralmente desprovidas de recursos
financeiros, que agem com absoluta autonomia. O móvel dessas iniciativas
é o desejo de estender a todos os recursos da terapêutica espírita
em conjugação com a medicina. Chega a ser emocionante o empenho
nesse sentido, quando se sabe que os médicos não-espíritas,
chamados a trabalhar em hospitais espíritas, criam dificuldades ao seu
funcionamento e os serviços oficiais proíbem os simples passes
e até mesmo as preces no recinto hospitalar. No caso dos hospitais psiquiátricos
o que se passa merecia um longo estudo.
O oficialismo médico e governamental, embora consciente das deficiências da medicina para curar a maioria dos doentes, fecha-se numa rigidez irracional, negando aos espíritas o direito de socorrer aqueles doentes com seus recursos próprios, que, no máximo, seriam inócuos. As alegações teóricas em contrário não resistem ao volume de fatos favoráveis aos espíritas e particularmente às conquistas atuais das ciências no tocante à realidade espiritual. A finalidade do Espiritismo não é terapêutica, mas cultural. No seu aspecto científico, no campo específico da Ciência Espírita, o que importa é a descoberta das leis naturais do espírito, que não estão ao alcance das pesquisas materiais nem das indagações teológicas. Descobrir essas leis pela pesquisa espírita e os processos de sua relação com as leis dos fenômenos materiais é um objetivo que hoje se impõe como necessidade do próprio desenvolvimento científico.
A
descoberta da antimatéria pelos físicos mostrou a existência
de outro mundo ligado ao nosso por um sistema evidente de interpenetração.
A descoberta do corpo-bio-plásmico mostrou que esse mundo antimaterial
pode ser habitado por seres humanos dotados de corpos diferentes dos nossos.
As pesquisas parapsicológicas mostraram, particularmente através
dos fenômenos teta (relacionados com a morte e as manifestações
espíritas) a existência de relações entre essas duas
populações. O Espiritismo antecipou de um século as pesquisas
sobre esses problemas, que são de interesse vital para toda a Humanidade.
A terapêutica espírita resulta naturalmente desse conhecimento
antecipado, a que somente agora as ciências estão encontrando acesso.
Ela não decorre,
portanto, de superstições, hipóteses ou práticas
tradicionais de cura envoltas em mistério, sustentadas por crenças
populares. Seus fundamentos são racionais e científicos.
É prova de ignorância lamentável confundir-se a terapêutica espírita com o curandeirismo ou com as práticas religiosas que se apoiam apenas nos estímulos da fé irracional. Já vimos que a própria fé encontra no Espiritismo explicação e definição diversas das que lhe são dadas na cultura materialista e na cultura religiosa. A fé não age nos casos de cura como um poder atuante, mas como uma base em que se apoiam os poderes do espírito para agirem com eficácia. O conhecimento dos fatores causadores da doença e a descoberta das leis que permitem a aplicação de processos curativos eficientes são os elementos essenciais da terapêutica espírita. Justamente por isso ela pode e deve complementar os recursos médicos, como a experiência secular tem provado. Vejamos um caso típico de contribuição espírita em plano concreto. Richet, fisiologista e médico, prêmio Nobel de sua especialidade, descobriu o ectoplasma dos processos de materialização. Geley, também fisiologista — e espírita — deu prosseguimento às pesquisas de Richet.
Ambos provaram, secundados por outros cientistas eminentes, entre os quais Crookes e Zõllner, que o ectoplasma é uma emanação do corpo do médium em forma de um plasma leitoso. Schrenk-Notzing, na Alemanha, conseguiu porções de ectoplasma, colhidas em sessões mediúnicas experimentais, e submeteu-as a exame histológico em laboratórios de Berlim e Viena, comprovando a sua natureza orgânica. Várias manifestações espíritas aludiram à possibilidade de aplicação terapêutica desse elemento para a reconstituição de tecidos vivos afetados ou destruídos por processos cancerosos. Experiências realizadas atualmente em sessões de materialização deram resultados animadores. Infelizmente não foram feitas em instituições científicas. Mas os médicos participantes dessas experiências entendem que, se pesquisadores categorizados tratarem do assunto abrirão uma nova era no tratamento das recuperações consideradas impossíveis. (...)
02 - A alma é imortal - Gabriel Delanne - pág. 281
Mecanismo
da materialização
É-nos rigorosamente impossível imaginar que a alma, após
a morte, se ache desprovida de um organismo qualquer, porque então, não
poderia pensar, na acepção que damos a essa palavra. Ela não
poderia estar isenta das condições de tempo espaço, sem
deixar de ser o que é; se tal se desse, ela se torm alguma coisa de absolutamente
incompreensível para a no razão. Mostra-nos o estudo que há
leis a que todos os seres santes se acham submetidos. É em virtude dessas
leis que podemos estar em diversos lugares ao mesmo tempo, ou per rer mais do
que um determinado espaço em certo tempo pensar além de certo
número de pensamentos, ou experimentar mais que certo número de
sensações, em dado tempo. Daí se segue que, se muito facilmente
podemos imaginar que uma inteligência superior à nossa, se bem
que finita, esteja submetida a condições muito diferentes, não
podemos, entretanto, conceber uma inteligência finita absolutamente livre
de todas as condições, isto é, de qualquer corpo.
É evidente, por exemplo, que a existência mesma de uma vida psíquica
necessita de um laço de continuidade entre os pensamentos, certa aptidão
a conservar uma espécie de domínio sobre o passado: é claro
que o que já não existe, isto é, o pensamento de há
pouco, tem que ser conservado nalguma coisa, para que possa ser revivificado.
Essa propriedade da lembrança implica a existência de um órgão
em relação com o meio em que vive a alma. Na Terra, mundo ponderável,
o cérebro é a condição orgânica; no espaço,
meio imponderável, o perispírito desempenha a mesma função.
A bem dizer, como o perispírito já existe neste mundo, ele é
o conservador da vida integral, que compreende as duas fases: de encarnação
e de vida supraterrena. Uma segunda condição de vida intelectual
se impõe: a de uma possibilidade de ação no meio em que
ela se desenvolve. Um ser vivo precisa ter em si mesmo a faculdade de diversos
movimentos, pois que a vida se caracteriza pelas reações contra
o meio exterior. É aliás o parecer do Sr. Hartmann, citado por
Aksakof, o que diz:
"Se se pudesse demonstrar que o Espírito individual subsiste após a morte, eu daí concluiria que, malgrado à desagregação do corpo, a substância do organismo persistiria sob uma forma imperceptível aos sentidos, porque somente nessa condição posso imaginar a persistência do espírito individual." Nós, espíritas kardecistas, vemos no perispírito essa forma imperceptível e provamos, com as materializações, que ela sobrevive à morte. Como se produz esse esplêndido fenómeno? Por que processo pode um Espírito fazer-se visível e mesmo tangível? Este o ponto em que começam as dificuldades. Sabemos bem que a substância da aparição é tomada ao médium e aos assistentes. Disso, dentro em pouco, vamos ter as provas. Mas, como se hão de compreender esse transporte, essa desagregação e essa reconstituição de matéria orgânica, sem que ela se haja decomposto? Tais manifestações transcendentes põem em ação leis que desconhecemos e os sábios fariam muito melhor, ajudando--nos a descobri-las, do que negando sistematicamente fatos mil vezes observados com inexcedível rigor.
Esperando
que se dê, vamos, nada obstante, expor o que conhecemos. Fato bem observado
é a ligação constante em que se mantêm o médium
e o Espírito materializado. Este último haure daquele a energia
de que se utiliza, de sorte que, sobretudo nas suas primeiras manifestações,
mal pode sair do gabinete onde o médium se encontra em letargia. Mais
tarde, aumenta-se-lhe o poder de ação, conservando-se sempre,
porém, limitado. Num esboço feito pelo Dr. Hitchman, nota-se que,
entre a cavidade do peito da forma materializada e a do médium, há
um como feixe luminoso religando os dois corpos e projetando um clarão
sobre o rosto do médium. Esse fenômeno foi observado multas vezes
durante as materializações. Compararam-no ao cordão umbilical.
O Sr. Dassler o equipara a uma rede vascular fluídlca, pela qual passa
a matéria física, em particular estado de eterização.
Verifica-se a presença desse liame, durante os desdobramentos naturais,
pela repercussão das alterações do corpo perispirítico
sobre o corpo material, como se dava nas experiências do Sr. de Rochas.
Aqui, é entre o Espírito e o médium que existe aquele laço,
e é natural, porquanto é neste último que a materialização
haure a matéria e a energia, que emprega para se manifestar.
A propósito das moldagens de materializações, o Sr. Aksakof
faz uma ponderação das mais significativas, no tocante da proveniência
da matéria física de que é formada a aparição.
"Do ponto de vista das provas orgânicas, eu não poderia guardar
silêncio, diz ele, sobre uma observação que fiz: Examinando
> atentamente o gesso da modelação da mão de Bertie
e comparando-o ao gesso da do médium, notei com surpresa que a mão
de Bertie, embora roliça como a de uma moça, apresentava, pelo
aspecto do dorso, sinais indicativos da idade. Ora, o médium era uma
mulher idosa, que morreu pouco tempo depois da experiência. Eis aí
um detalhe que nenhuma fotografia pode registrar e que prova de modo evidente
que a materialização se efetua a expensas do médium e que
o fenômeno é devido a uma combinação de formas orgânicas
existentes, como elementos formais introduzidos por uma força organizadora,
estranha, força que é a que produz a materialização.
Por isso mesmo, vivo prazer experimentei ao saber que o Sr. Oxley fizera as mesmas observações, conforme se depreende de uma carta sua, de 20 de fevereiro de 1876, relativa a uns moldes que obtivera e me enviava. "Coisa curiosa, escreveu ele: sempre se reconhecem nas modelações os sinais distintivos da mocidade e da velhice. Prova isso que os membros materializados, embora conservem a forma juvenil, apresentam particularidades que traem a idade do médium. Se examinardes as veias da mão, encontrareis indícios característicos que indiscutivelmente se relacionam com o organismo do médium." Se é exata essa teoria, Isto é, se uma parte da matéria do corpo materializado é tomada do médium, deve este necessariamente experimentar uma diminuição de peso.
É precisamente o que sucede, como se há muitas vezes comprovado. Diz a Sr.a Plorence Marryat:"Vi a Srta. Florence Cook colocada sobre a máquina de uma balança de pesar, construída para esse fim pelo Sr. Crookes, e verifiquei que a médium pesava 112 libras. Logo, porém, que o Espírito se materializava completamente, o peso do corpo da médium ficava reduzido à metade, a 56 libras." Agora, uma observação do Sr. Armstrong, em carta dirigida ao Sr. Kenivers: "Assisti a três sessões organizadas com a Srta. Wood, nas quais foi empregada a balança do Sr. Blackburn. Pesaram o médium e conduziram-no em seguida ao gabinete. Três figuras apareceram, uma após outra e subiram à balança. (..)
19 - Libertação - André Luiz - pág. 41, 84, 200
O choque da morte imprime-lhes tremendos conflitos à organização perispírita, veículo destinado às suas próprias manifestações no círculo novo de matériadiferente a que foram arrebatadas, e, após perderem abençoados anos no campo didático da esfera carnal, enredadas em conflitos deploráveis erram aflitas, exânimes e revoltadas, ajustando-se ao primeiro grupo de entidades viciosas que lhes garantam continuidade de aventura em fictícios prazeres. Formam associações enormes e compactas, com base nas emanações da Crosta do Mundo, onde milhões de homens e mulheres lhes sustentam as exigências mais baixas; fazem vida coletiva provisória à força de sugarem as energias da residência dos irmãos encarnados, qual se fossem extensa colônia de criminosos, vivendo a expensas de generoso rebanho bovino.
Importa ponderar, contudo, que o homem explora a vaca, menos consciente e incapaz de ser julgada por delito de conivência, ao passo que, na esfera humana, o quadro apresenta outro aspecto. A criatura racional não se eximirá à responsabilidade. Se o perseguidor invisível aos olhos terrestres erige agrupamentos para culto sistemático à revolta e ao egoísmo, o homem encarnado, senhor de valiosos patrimônios de conhecimento santificante, garante-lhe a obra nefasta pela fuga constante às obrigações divinas de cooperador de Deus, no plano de serviço em que se localiza, alimentando ruinosa aliança. Um e outro, por isto, partilhando os resultados da indiferença destrutiva ou da ação condenável, atritam e se vascolejam reciprocamente, tais quais feras que se entredevoram na floresta da vida.
Obsidiam-se, mutuamente, quando nos atilhos educativos da carne ou na ausência deles. Atravessam séculos, assim, jungidos um ao outro, presos a lamentáveis ilusões e propósitos sinistros, com extremas perturbações para si mesmos, já que a herança celestial se faz naturalmente vedada a todos aqueles que menosprezam em si próprios as sementes divinas. Há milhões de almas humanas que se não afastaram, ainda, da Crosta Terrestre, há mais de dez mil anos. Morrem no corpo denso e renascem nele, qual acontece às árvores que brotam sempre, profundamente arraigadas no solo. Recapitulam, individual e coletivamente, lições multimilenãrias, sem atinarem com os dons celestiais de que são herdeiras, afastadas deliberadamente do santuário de si mesmas, no terreno movediço da egolatria inconsequente, agitando-se, de quando em quando, em guerras arrasadoras que atingem os dois planos, no impulso mal dirigido de libertação, através de crises inomináveis de fúria e sofrimento.
Destroem, então, o que construíram laboriosamente e modificam processos de vida exterior, transferindo-se de civilização. O Instrutor, sentindo a profunda atenção com que lhe seguíamos a palavra, acentuou, depois de leve pausa: - Todavia, no fluir e refluir das eras numerosas, os filhos do Planeta que se conservam atentos às determinações divinas, livres da antiga escravidão à miséria moral, tornam ao ambiente escuro do cativeiro que já abandonaram, a fim de ampararem os irmãos ignorantes e desvairados, em sublime trabalho de compaixão. Formam as vanguardas do Cristo, nos mais diversos pontos do Globo, e, aos milhões, sob o patrocínio dEle, operam no amor e na renúncia, avançando, dificilmente embora, humanidade adentro, enfrentando a ofensiva incendiária e exterminadora, com as bênçãos da Luz Celeste...(...)
27 - Saúde e espiritismo - A.M.E. Brasil - pág. 37, 68, 139
Núcleo
Central
Os clarividentes destacaram na visão do chacra a existência de
um ponto negro que fica ao centro; desse ponto é emitida toda a luminosidade,
que alcança níveis impressionantes quando se trata dos chacras
dos próprios espíritos. Denominamo-lo de buraco negro, por analogia
com os buracos negros da astronomia, embora funcionem inversamente, pois ao
invés de absorverem luz eles desprendem luz. Só em uma oportunidade
foi feito o registro de absorção de luz. David V. Tansley (1985:25)
lambem assinala o núcleo: "Ele possui um ponto incandescente de
energia no meio da depressão semelhante a um pires (...)".
Procurando
descrever os elementos componentes dos chacras, l.ilian Silburn (1983:49) indica
apenas um ponto central existente em cada um deles, a que chama de bindu (conf.
Tansley, 1988:71; não confundir com o chacra bindu, referido acima).
É interessante anotar que o ponto foi observado antes que tivéssemos
encontrado essas referências, não tendo os médiuns conhecimento
do que se tratava. O ponto central, porém, não surge, como vimos,
à observação clarividente, como um ponto incandescente,
mas como o ponto que gera a luz do chacra. É possível que Tansley
não tenha alcançado o núcleo propriamente dito. Durante
muito tempo, e ainda hoje, o assunto é objeto de observação.
Assinalemos ainda que o centro do chacra transmite ao clarividente uma sensação
de profundidade. Esse núcleo central deve ser o local de transferência
de energia entre os vários corpos, incluindo o físico. No centro
de cada uma das mãos, existe um chacra do qual emana luz de diferentes
cores e tonalidades, conforme a ocasião. Segundo algumas observações
feitas durante os passes em pessoas com males físicos, a luz que dele
flui nessas ocasiões é avermelhada (a tonalidade assemelha-se
àquela que se obtém quando se coloca o dedo sobre a luz de uma
pequena lanterna).
Em
outras ocasiões, flui grande quantidade de ectoplasma e em outras oferece
belos espetáculos de luz com diferentes cores. O ponto central negro
é também aí observado. Ainda que não pareça
ser o ectoplasma negro que se transforma em luz, na materialização
do Espírito, à medida que este vai aplicando pequenas pancadas,
há, no entanto, uma certa analogia no que se refere à emanação
da luz. Outra indicação seria alguma relação com
o corpo causal: Swami Muktananda descreve a visão do corpo causal, como
de uma luz negra do tamanho de uma unha (1986:109).
COLORAÇÃO DOS CHACRAS
Tanto nos livros de autores modernos quanto na literatura sânscrita são
descritas diferentes cores para cada um dos chacras, muitas das quais não
coincidentes. Nas observações mediúnicas feitas, pôde
verificar-se que também estas não coincidiam sempre com as
cores indicadas nos livros. A conclusão a que deveríamos chegar
é a de que inexistem cores fixas para cada um dos chacras, embora alguns
se apresentem com as cores descritas nos livros.
LEMBRETE:
1° - ECTOPLASMA: é o nome que se dá ao fluido de natureza psicossomática, oriundo dos médiuns de materialização, e do qual se servem os Espíritos para tornar-se visíveis e tangíveis aos olhos e ao tato humanos. Luciano dos Anjos
2° - O ECTOPLASMA, isto é, a projeção de uma força para além do corpo do médium, tem pois uma primeira fase de invisibilidade, uma segunda fase durante a qual parece um vapor ou um fio "fluídico", que é quando começa a ser visível, e uma terceira fase durante a qual ele é tangível, visível, algumas vezes informe (...) Jayme Cervino
3° - ECTOPLASMA: (...)é em sua essência, um prolongamento fisiológico do médium. É a substância íntima, viva, componente do ser humano, extremamente sensível, úmida, coleante, viscosa, levemente acinzentada (atualmente, sabemos que a alvura dessa matéria é instável, dependendo quase sempre da condição evolutiva da entidade); em linguagem moderna, é o plasma biológico que compõe a criatura (...) Gustave Geley
4°
- Esta força materializante é como as outras manipuladas em nossas
tarefas de intercâmbio, independe do caráter e das qualidades morais
daqueles que a possuem constituindo emanações do mundo psicofísico,
sendo que o ECTOPLASMA uma das fontes de origem. Em alguns raros indivíduos,
encontramos semelhante energia com mais alta porcentagem de exteriorização,
contudo, sabemos que ela será de futuro mais abundante e mais facilmente
abordável, quando a coletividade humana atingir mais elevado grau de
maturação. (...) Aí temos o material leve e plástico
de que necessitamos para a materialização. Podemos dividí-lo
em três elementos essenciais (...) a saber - fluidos A, representando
as forças superiores e sutis de nossa esfera; fluidos B, definindo os
recursos do médium e dos companheiros que o assistem; e fluidos C, constituindo
energias tomadas à Natureza terrestre. Os fluidos A podem ser os mais
puros e os fluidos C podem ser o mais dóceis; no entanto, os fluidos
B, nascidos da atuação dos companheiros encarnados e, muito notadamente,
do médium, são capazes de estragar-nos os mais nobres projetos.
O ECTOPLASMA está situado entre a matéria densa e a matéria
perispírita (..) e (....) é recurso peculiar não somente
ao homem, mas a todas as formas da Natureza (...) É um recurso amorfo,
mas de grande potência e vitalidade. Pode ser comparada à genuína
massa protoplásmica, sendo extremamente sensível, animado de princípios
criativos que funcionam como condutores de eletricidade e magnetismo, mas que
se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium
que os exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não que sintonizam
com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser. Infinitamente plástico,
dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis
aos olhos dos companheiros terrestres ou diante da objetiva fotográfica,
dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações,
visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação,
e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium
ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele (...) André
Luiz
Edivaldo