EQUILÍBRIO |
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BIBLIOGRAFIA |
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| 01- A constituição divina - pág. 26 | 02 - A educação S. o Espiritismo - pág. 71 |
| 03 - Caminho, verdade e vida- pág. 65, 157, 355 | 04 - Convites da vida - pág. 59, 117, 150 |
| 05 - Depoimentos vivos - pág. 77 | 06 - Depois da morte - pág. 116 |
| 07 - Do país da luz - vol. i-pág. 201, vol.iv-pág. 102, 129 | 08 - Estude e viva - pág. 52 |
| 09 - Falando à Terra - pág. 43, 195, 212 | 10 - Florações evangélicas - pág. 77 |
| 11 - Fonte viva - pág. 53, 301 | 12 - Lampadário Espírita - pág. 73 |
| 13 - Mãos de luz - pág. 34 | 14 - Nas pegadas do Mestre - pág. 72 |
| 15 - O consolador- pág. 104 | 16 - O Espírito da Verdade - pág. 81 |
| 17 - O Livro dos Espíritos - q.466, 685, 728,812 | 18 - O ser e a serenidade - pág. 24 |
| 19 - Pão Nosso - pág. 25, 113, 123 | 20 - Passos da vida - pág. 14, 59 |
| 21 - Segue-me - pág. 85 | 22 - Senzala - pág. 216 |
| 23 - Universo e vida - pág. 86 - v-11 | 24 - Vinhas de luz - pág. 43 |
LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.
EQUILÍBRIO – COMPILAÇÃO
03 - Caminho, verdade e vida- Emmanuel - pág. 65, 157, 355
25
- TENDE CALMA
"E disse Jesus: Mandai assentar os homens."
— (João, 6:10.)
Esta passagem do Evangelho de João é das mais significativas.
Verifica-se quando a multidão de quase cinco mil pessoas tem necessidade
de pão, no isolamento da natureza. Os discípulos estão
preocupados. Filipe afirma que duzentos dinheiros não bastarão
para atender à dificuldade imprevista.
André conduz ao Mestre um jovem que trazia consigo cinco pães
de cevada e dois peixes. Todos discutem.
Jesus, entretanto, recebe a migalha sem descrer de sua preciosa significação
e manda que todos se assentem, pede que haja ordem, que se faça harmonia.
E distribui o recurso com todos, maravilhosamente. A grandeza da lição
é profunda.
Os homens esfomeados de paz reclamam a assistência do Cristo. Falam nEle,
suplicam-lhe socorro, aguardam-lhe as manifestações.
Não conseguem, todavia, estabelecer a ordem em si mesmos, para a recepção
dos recursos celestes. Misturam Jesus com as suas imprecações,
suas ansiedades loucas e seus desejos criminosos. Naturalmente se desesperam,
cada vez mais desorientados, porquanto não querem ouvir o convite à
calma, não se assentam para que se faça a ordem, persistindo em
manter o próprio desequilíbrio.
71.
PARA TESTEMUNHAR
"E vos acontecerá isto para testemunho".
- Jesus (Lucas, 21:13)
Naturalmente que o Mestre não folgará de ver seus discípulos
mergulhados no sofrimento. Considerando, porém, as necessidades extensas
dos homens da Terra, compreende o caráter indispensável das provações
e dos obstáculos. A pedagogia moderna está repleta de esforços
seletivos, de concursos de capacidade, de testes da inteligência.
O Evangelho oferece situações semelhantes. O amigo do Cristo não deve ser uma criatura sombria à espera de padecimentos; entretanto, conhecendo a sua posição de trabalho, num plano como a Terra, deve contar com dificuldades de toda sorte. Para os gozos falsificados do mundo, o Planeta está cheio de condutores enganados.
Como invocar o Salvador para a continuidade de fantasias? Quando chamados para o Cristo, é para que aprendamos a executar o trabalho em favor da esfera maior, sem ovidarmos que o serviço começa em nós mesmos. Existem muitos homens de valor cultural que se constituiram em mentores dos que desejam mentirosos regalos no plano físico.
No Evangelho, porém, não acontece assim. Quando o Mestre convida alguém ao seu trabalho, não é para que chore em desalento ou repouse em satisfação ociosa. Se o Senhor te chamou, não te esqueças de que já te considera digno de testemunhar.
170.
DOMÍNIO ESPIRITUAL
"Não estou só, porque o Pai está
comigo". - Jesus (João, 16:32)
Nos transes aflitivos a criatura demonstra sempre onde
se localizam as forças exteriores que lhe subjugam a alma. Nas grandes
horas de testemunho, no sofrimento ou na morte, os avarentos clamam pelas posses
efêmeras, os arbitrários exigem a obediência de que se julgam
credores, os supersentimentalistas reclamam o objeto de suas afeições.
Jesus, todavia, no campo supremo das últimas horas terrestres, mostra-se absoluto senhor de si mesmo, ensinando-nos a sublime identificação com os propósitos do Pai, como o mais avançado recurso de domínio próprio. Ligado naturalmente as mais diversas, no dia do Calvário não se prendeu a nenhuma delas.
Atendia ao governo humano lealmente, mas Pilatos não o atemoriza. Respeitava a lei de Moisés; entretanto, Caifás não o impressiona. Amava enternecidamente os discípulos; contudo, as razões afetivas não lhe dominam o coração. Cultivava com admirável devotamento o seu trabalho de instruir e socorrer, curar e consolar; no entanto, a possibilidade de permanecer não lhe seduz o espírito.
O ato de Judas não lhe arranca maldições. A ingratidão dos beneficiados não lhe provoca desespero. O pranto das mulheres de Jerusalém não lhe entibia o ânimo firme. O sarcasmo da multidão não lhe quebra o silêncio. A cruz não lhe altera a serenidade. Suspenso no madeiro, roga desculpas para a ignorância do povo.
Sua liçãode domínio espiritual é profunda e imperecível. Revela a necessidadede sermos "nós mesmos", nos transes mais escabrosos da vida, de consciência tranquila elevada à Divina Justiça e de coração fiel dirigido pela Divina Vontade.
06 - Depois da morte - Léon Denis - pág. 116
(..) Do trabalho dos seres e das coisas depreende-se uma aspiração para o Infinito, para o perfeito. Todos os efeitos divergentes na aparência convergem realmente para um mesmo centro, todos os fins coordenam-se, formam um conjunto, evolutem para um mesmo alvo. E esse alvo é Deus, centro de toda a atlvldade, fim derradeiro de todo o pensamento e de todo o amor. O estudo da Natureza mostra-nos, em todos os lugares, a ação de uma vontade oculta. Por toda parte a matéria obedece a uma força que a domina, organiza e dirige.
Todas as forças cósmicas reduzem-se ao movimento, e o movimento
é o Ser, é a Vida. O materialismo explica a formação
do mundo pela dança cega e aproximação fortuita dos átomos.
Mas viu-se alguma vez o arremesso ao acaso das letras do alfabeto produzir um
poema? E que poema o da vida universal! Já se viu, de alguma sorte, um
amálgama de matérias produzir, por si mesmo, um edifício
de proporções imponentes, ou um maquinismo de rodas numerosas
e complicadas? Entregue a si mesma, nada pode a matéria. Inconscientes
e cegos, os átomos não poderiam tender a um fim. Só se
explica a harmonia do mundo pela intervenção de uma vontade. É
pela ação das forças sobre a matéria, pela existência
de leis sábias e profundas, que tal vontade se manifesta na ordem do
Universo.
Objetam multas vezes que nem tudo na Natureza é harmónico. Se
produz maravilhas, dizem, cria também monstros. Por toda parte o mal
ladeia o bem. Se a lenta evolução das coisas parece preparar o
mundo para tornar-se o teatro da vida, cumpre não perder de vista o desperdicio
das existências e a luta ardente dos seres. Cumpre não esquecer
que tempestades, tremores de terra, erupções vulcânicas
desolam algumas vezes a Terra, e destroem, em poucos momentos, os trabalhos
de várias gerações. Sim, sem dúvida, há acidentes
na obra da Natureza, mas tais acidentes não excluem a ideia da ordem
e de um desígnio; ao contrário, apoiam a nossa tese, pois poderíamos
perguntar por que nem tudo é acidente.
A apropriação das causas aos efeitos, dos meios aos fins, dos
órgãos entre si, sua adaptação às circunstâncias,
às condições da vida são manifestas. A indústria
da Natureza, análoga em bastantes pontos e superior à do homem,
prova a existência de um plano, e a ativldade dos elementos que concorrem
para a sua realização denota uma causa oculta, Infinitamente sábia
e poderosa. A objeção sobre o fato de existirem monstros provém
de uma falta, de observação. Estes mais não são
que germes desviados. Se, ao sair, um homem quebra uma perna, torna-se por isso
responsável a Natureza ou Deus? Assim também, em consequência
de acidente, de desordens sucedidas durante a gestação, os germes
podem sofrer desvio no útero materno. Estamos habituados a datar a vida
desde o nascimento, desde a aparição à luz, e, entretanto,
ela tem o seu ponto de partida muito mais longe.
O argumento arrancado à existência dos flagelos tem por origem
uma falsa interpretação do alvo da vida. Não deve esta
trazer-nos somente vantagens; é útil, é necessário
que nos apresente também dificuldades, obstáculos. Todos nós
nascemos e devemos morrer, e, no entanto, admlramo-nos de que certos homens
morram por acidente! Seres passageiros neste mundo, de onde nada levamos para
além, lamentamo-nos pela perda de bens materiais, de bens que por si
sós se teriam perdido em virtude das leis naturais! Esses acontecimentos
espantosos, essas catástrofes, esses flagelos trazem consigo um
ensino. Lembram que da Natureza não devemos só esperar coisas
agradáveis, mas, principalmente, coisas propícias à nossa
educação e ao nosso adiantamento; que não estamos neste
mundo para gozar e adormecer na quietação, mas para lutar, trabalhar,
combater.
Demonstram
que o homem não foi feito unicamente para a Terra, que deve olhar mais
alto, dar-se às coisas materiais em justos termos, e refletir que seu
ser não se destrói com a morte. A doutrina da evolução
não exclui a das causas primárias e das causas finais. A alta
idéia que se pode fazer de um ordenador é supô-lo formando
um mundo capaz de se desenvolver por suas próprias forças, e não
por uma intervenção incessante, por contínuos milagres.
A Ciência, à proporção que se adianta no conhecimento
da Natureza, tem conseguido fazer recuar a idéia de Deus, mas esta se
engrandece, recuando. O Ser eterno, do ponto de vista teórico, tornou-se
tão majestoso como o Deus fantástico da Bíblia. O que a
Ciência derruiu para sempre foi a noção de um Deus antropomorfo,
feito à imagem do homem, e exterior ao mundo físico. Porém,
a essa noção veio substituir uma outra mais elevada, a de Deus,
imanente, sempre presente no seio das coisas. Para nós, a idéia
de Deus não mais exprime hoje a de um ser qualquer, porém, sim,
a do Ser que contém todos os seres.
O Universo não é mais essa criação, essa obra tirada
do nada de que falam as religiões. É um organismo imenso animado
de vida eterna. Assim como o nosso corpo é dirigido por uma vontade central
que governa os seus atos e regula os seus movimentos, do mesmo modo que através
das modificações da carne nos sentimos viver em uma unidade permanente
a que chamamos Alma, Consciência, Eu, assim também o Universo,
debaixo de suas formas cambiantes, variadas, múltiplas, reflete-se, conhece-se,
possui-se em uma Unidade viva, em uma Razão consciente, que é
Deus.
08 - Estude e viva - Emmanuel e André Luiz - pág. 52
Tua
prosperidade
Tua prosperidade não transparece unicamente da face material do teu dinheiro,
das tuas posses, da tua casa, dos teus bens. Ela se compõe das experiências
que ajuntaste, de alma transida, ante as incompreensões que te cercaram
as horas. Forma-se dos conhecimentos nobilitantes que amealhaste pelo estudo
perseverante com que te habilitas ao privilégio de minorar a fadiga e
o sofrimento dos irmãos que te acompanham à retaguarda, sem luz
que os norteie... Ergue-se das palavras temperadas de prudência e de amor
que as provações atravessadas com paciência te acumularam
no escrínio da alma, transfigurando-te em socorro aos caídos...
Eleva-se dos gestos de compaixão, que amontoaste à custa das disciplinas
a que te submeteste em favor dos que amas, pelas quais adquiriste o tato capaz
de arredar a discórdia no nascedouro...Avoluma-se nas migalhas de tempo,
que sabes extrair das obrigações retamente cumpridas, para que
te não falte a oportunidade de trabalhar no amparo aos menos felizes...
Tua prosperidade brilha nos exemplos de fraternidade com que dignificas a vida,
nas demonstrações de altruísmo com que suprimes a crueldade,
nos testemunhos de fé renovadora com que levantas os tíbios ou
nos atos de humildade com que desarmas a delinquência.
Reparte com o próximo os valores que transportas no espírito.Aquele
que verdadeiramente serve, distribui sem nunca empobrecer-se. Quem mais deu
e quem mais dá sobre a Terra è Jesus-Cristo, cuja riqueza verte,
infinita, dos tesouros do coração.
11 - Fonte
viva - Emmanuel - pág. 53, 301
19.
APASCENTA: "Apascenta as minhas ovelhas". -
Jesus (João 21:27)
Significativo é o apelo do Divino Pastor ao coração amoroso
de Simão Pedro para que lhe continuasse o apostalado. Observando na Humanidade
o seu imenso rebanho, Jesus não recomenda medidas drásticas em
favor da disciplina compulsória. Nem gritos, nem xingamentos. Nem cadeia,
nem forca. Nem chicote, nem vara. Nem castigo, nem imposição.
Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.
Nem lamentações, nem desepero. "Pedro, apascenta as minhas ovelhas!" Isso equivale a dizer: - Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu mesmo. Não te desanimes peranta a rebeldia, nem condenes o erro, do qual a lição benéfica surgirá depois. Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo. Educa sempre. Revela-te por trabalhador fiel.
Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços e frágeis que te acompanham os passos. Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante oportuno. Não analises, destruindo. O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã. Alimenta a "boa parte" do teu irmão e segue para diante. A vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.
134.
BUSQUEMOS O EQUILÍBRIO: "Aquele que diz permanecer
nele, deve também andar como ele andou." - João. (João
2:6)
Embora devas
caminhar sem medo, não te cases à imprudência, a pretexto
de cultivar desassombro. Se nos devotamos ao Evangelho, procuremos agir segundo
os padrões do Divino Mestre, que nunca apresentam lugar à temeridade.
Jesus salienta o imperativo da edificação do Reino de Deus, mas
não sacrifica os interesses dos outros em obras precipitadas.
Aconselha a sinceridade do "sim, sim - não, não", entretanto,
não se confia à rudeza contundente. Destaca as ruínas morais
do farisaísmo dogmático, todavia, rende culto à Lei de
Moisés. Reergue Lázaro do sepulcro, contudo, não alimenta
a pretensão de furtá-lo, em definitivo, à morte do corpo.
Consciente do poder de que se acha investido, não menospreza a autoridade
política que deve reger as necessidades do povo e ensina que se deve
dar "a César o que é de César e a Deus o que é
de Deus".
Preso e sentenciado ao suplício, não se perde em bravatas labiais,
não obstante reconhecer o de-votamento com que é seguido pelas
entidades angélicas. Atendamos ao Modelo Divino que não devemos
esquecer, desempenhando a nossa tarefa, com lealdade e coragem, mas evitemos
o arrojo desnecessário, que vale por leviandade perigosa.
Um coração medroso congela o trabalho. Um coração
temerário incendeia qualquer serviço, arrasando-o.
Busquemos, pois, o equilíbrio com Jesus e fugiremos, naturalmente, ao
extremismo, que é sempre o escuro sinal da desarmonia ou da violência,
da perturbação ou da morte.
12
- Lampadário Espírita - Joana de Ângelis - pág. 73
Se a dúvida, a respeito da imortalidade, te espicaça a mente, sombreando tuas convicções de receio e angústia, interroga o amor, e ele te responderá com segurança que nada perece senão para se transformar e renascer sob outra modalidade, com novas características. Se a suspeita se insinua, utópica, no conforto moral que haures no intercâmbio espiritual com os que transpuseram a vala de cinza e lama, inquire o amor e ele te afirmará que ninguém, que ame, esquecerá os amores que ficaram, onde quer que se encontrem.
Diante
dos prepotentes do gozo, que parecem escarnecer dos objetivos espirituais
que acalentas, indaga do amor e ele te explicará quanto à loucura
que o prazer encerra, quando destituído de legitimidade. Diante dos poderosos
e frios depositários da vã cultura, que menosprezam as informações
cristãs e espíritas que te enriquecem a vida, pergunta ao amor
e identificarás, por ele, o nivelamento da matéria que veste todos
os homens, mesmo quando parecem eretos...
Fita os que muito amaram e amando permanecem depois que partiram os seus amados,
e compreenderás que aqueles que se mantêm vigorosos e confiantes
assim estão porque esperam o reencontro, abraçados que seguem,
desde hoje, pelos que tiveram o corpo decomposto, mas não se extinguiram...Mortos
estão os usuários da rebeldia, os campeões da corrupção,
os enclausurados no primitivismo em que se comprazem. Nada vêem e possuem
olhos, nada escutam, embora detentores de caixa acústica, nada compreendem,
apesar de portadores da máquina racional...
Fixaram-se no que preferem como princípio, meio e fim da viagem física.
Enlouqueceram, conquanto a aparência enganosa da sanidade. As plantas
carnívoras têm luxuriantes contornos e atraem, vigorosas... A metástase
cancerógena se disfarça, muitas vezes, com síndromes desconcertantes...
O entorpecente aniquilador da sensibilidade parece inócuo.. A noite estrelada
parece um dossel salpicado de gemas pequeninas... Parecem, mas não são!...Conversando
com o amor em todo lugar onde se revela, aprenderás a cantar felicidade,
descobrindo a alegria plena nas pautas da convicção esposada,
como normativa de vida espiritual.
Ouvirás com ele a voz de Jesus, há dois mil anos, apascentando
os caídos, desiludidos, enfermos, ignorantes e sofredores de todo o jaez,
pelos difíceis roteiros da elevação moral. Acompanharás,
também, com ele, a balada de Francisco de Assis, sobre o irmão
sol, a irmã água, o irmão fogo, o irmão jumento...Identificarás
o Excelso Governador do Universo em toda a parte, fazendo germinar o grão
no adubo e formar-se a galáxia na nebulosa colossal. ..
Porque o amor possui a linguajem clara e insofismável da verdade consoladora,
luminativa e transcendental que tudo explica, tudo elucida, tudo realiza. Atenazado,
portanto, pela dúvida ou pelo desânimo, vigiado pela suspeita ou
pelo medo, malsinado pelo desdém ou pelo escárnio, desacreditado
pelo desprezo ou pelo reproche dos que a si se arrogam o direito da felicidade
e somente a si se permitem a melhor conquista, não te inquietes nem te
perturbes.
O «Colosso de Rodes», imponente e majestoso, foi tragado por inesperado
terremoto.
A dominadora Cleópatra deixou-se fulminar por pequenino ofídio.
Tibério César, que dominou o mudo do seu tempo e em cuja governança
transcorreu a tragédia da Cruz, partiu, também, da Terra, enlanguecido
e acovardado, conduzido pelo veículo da desencarnação.
Consulta o amor sempree a todo o instante e o amor te ensinará a amar
tudo e todos, amando-te também e fazendo-te harmonia em ti mesmo, na
sinfonia da vida indestrutível, que reflete o amor incessante do Nosso
Pai Celestial.
16 - O Espírito da Verdade - Espíritos Diversos - pág. 81
NA
SAÚDE, NA DOENÇA - Cap. XVII — Item 11
Em toda circunstância, trate a própria saúde, prevenindo-se
da doença com os recursos encontrados em você mesmo. Cada dia é
novo ensejo para adquirirmos enfermidade ou curar nossos males. O melhor remédio,
antes de qualquer outro, é a vontade sadia, porque a vontade débil
enfraquece a imaginação e a imaginação doentia debilita
o corpo. Doença do corpo pode criar doença da alma e doença
da alma pode acarretar doença do corpo.
Vida atribulada nem sempre significa vida bem vivida. Conquanto a existência
em torno possa mostrar-se febricitante e turbilhonária, resguarde-se
contra as intempéries emocionais no clima íntimo do próprio
ser, ajudando e servindo com alegria aos menos felizes, na certeza de que o
enfermeiro diligente conserva a integridade mental, muito embora convivendo,
dia a dia, com dezenas de enfermos em grandes desequilíbrios. Somos parte
integrante da farmácia do nosso próximo.
Observe as reações que a sua presença provoca no semelhante
e pacifique aqueles com quem convive, não só pela palavra, mas
até mesmo pela aparência e pelas atitudes, pois com a simples aproximação
funcionamos como tranquilizadores ou excitantes de quem nos cerca, aliviando
ou agravando os seus padecimentos físicos e morais...Muitas doenças
nascem da suspeita injustificável. Seja sincero com você e com
os outros na apreciação de sintomas que se reportem a desajustamentos
orgânicos, tratando de assuntos dessa natureza, sem alarde e sem exagero.
O maior restaurador de forças é a consciência reta que asserena
as emoções. Se o leito de dor é agasalho imposto ao seu
corpo enfermo, lembre-se de que a meditação é santuário
invisível para o abrigo do espírito em dificuldade e que a prece
refunde e sublima as energias da alma. Doença é contingência
natural, inevitável às criaturas em processo de evolução;
por isso, esforce-se por abolir inquietações quanto a problemas
de saúde física, atendendo ao equilíbrio orgânico
e confiando na Vontade Superior.
André Luiz
17
- O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - questões: 466, 685, 728,
812
Perg. 466 - Por que permite Deus que os Espíritos nos incitem ao mal? - Os Espíritos imperfeitos são os instrumentos destinados a experimentar a fé e a constância dos homens no bem. Tu, sendo Espírito, deves progredir na ciência do infinito, e é por isso passas pelas provas do mal até chegar ao bem. Nossa missão é a de ter pôr no bom caminho, e quando más influências agem sobre ti, és tu que as chamas, pelo desejo do mal, porque os Espíritos inferiores vêm em teu auxílio no mal, quando tens a vontade de o cometer; eles não podem ajudar-te no mal senão quando tu desejas o mal. Se és inclinado ao assassínio, pois bem! terás uma nuvem de Espíritos que entreterão esse pensamento em ti; mas também terás outros, que tratarão de te influenciar para o bem, o que faz que se requilibre a balança e te deixe senhor de ti.
Perg. 685 - O homem tem direito ao repouso na sua velhice? - Sim, pois não está obrigado a nada, senão na proporção de suas forças.
Perg.
685a- Mas o que fará o velho que precisa trabalhar para viver e não
pode? - O forte deve trabalhar para o fraco; na falta da família, a sociedade
deve ampará-lo: é a lei da caridade.
Não basta dizer ao homem que ele deve trabalhar, é necessário
também que o que vive do seu trabalho encontre ocupação,
e isso nem sempre acontece. Quando a falta de trabalho se generaliza, tomas
as proporções de um flagelo, como a escassez. A ciência
econômica procura o remédio no equilíbrio entre a produção
e o consumo, mas esse equilíbrio, supondo-se que seja possível,
sofrerá sempre intermitências e durante essas fases o trabalhador
tem necessidade de viver. (..)
Perg. 728- A destruição é uma Lei da Natureza? - É necessário que tudo se destrua, para renascer e se regenerar; porque isso a que chamais destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos.
Perg. 728a - O instinto de destruição teria sido dado aos seres vivos com fins providenciais? - As criaturas de Deus são os instrumentos de que ele se serve para atingir os seus fins. Para se nutrirem, os seres vivos se destroem entre si, e isso com o duplo objetivo de manter o equilíbrio da reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os restos do invólucro exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído, e esse invólucro não é mais do que acessório, não a parte essencial do ser pensante, pois este é o princípio inteligente, indestrutível, que se elabora por meio das diferentes metamorfoses por que passa.
Perg. 812 - Se a igualdade das riquezas não é possível, acontece o mesmo com o bem-estar? - Não; mas o bem-estar é relativo e cada um poderia gozá-lo, se todos se entendesse bem...Porque o verdadeiro bem-estar consiste no emprego do tempo de acordo com a vontade e não em trabalhos pelos quais não se tem nenhum gosto. Como cada um tem aptidões diferentes, nenhum trabalho útil ficaria por fazer. O equilíbrio existe em tudoe é o homem quem o perturba.
19 - Pão Nosso - Emmanuel - pág. 25, 113, 123
7. A SEMENTE: "E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão de trigo ou de outra qualquer semente". - Paulo (I Corintios, 15:37)
Nos
serviços da Natureza, a semente reveste-se, aos nossos olhos, do sagrado
papel de sacerdotisa do Criador e da Vida. Gloriosa herdeira do poder divino,
coopera na evolução do mundo e transmite silenciosa e sublime
lição, tocada de valores infinitos, à criatura.
Exemplifica sabiamente a necessidade dos pontos de partida, as requisições
justas de trabalho, os lugares próprios, os tempos adequados. Há
homens inquietos e insaciados que ainda não conseguiram compreendê-la.
Exigem as grandes obras de um dia para outro, impõem medidas tirânicas
pela força das ordenações ou das armas ou precada dia lhe
podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimónios
próprios.
Indubitável que as paisagens se modificarão incessantemente, compelindo-nos
a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inadequada,
na alegria ou na dor; contudo, representa impositivo da lei a nossa obrigação
de prosseguir diariamente, na direção do bem.
A ansiedade tentará violentar corações generosos,
porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas
de solução difícil; entretanto, não nos esqueçamos
da receita de Pedro. Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças
em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós.
Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com
perseverança, disciplinar-se para a união com os planos superiores,
insistir por sintonizar-se com as esferas mais altas. Não olvides, porém,
que a ansiedade precede sempre a ação de cair.
56. ÊXITOS E INSUCESSOS - "Sei viver em penúria e sei também viverem abundância". - Paulo (Felipenses, 4:12)
Em
cada comunidade social, existem pessoas numerosas, demasiadamente preocupadas
quanto aos sucessos particularistas, afirmando-se ansiosas pelo ensejo de evidência.
São justamente as que menos se fixam nas posições de destaque,
quando convidadas aos postos mais altos do mundo, estragando, desastradamente,
as oportunidades de elevação que a vida lhes confere.
Quase sempre, os que aprenderam a suportar a pobreza é que sabem administrar,
com mais propriedade, os recursos materiais. Por esta razão, um tesouro
amontoado para quem não trabalhou em sua posse é, muitas vezes,
causa de crime, separatividade e perturbação. Pais trabalhadores
e honestos formarão nos filhos a mentalidade do esforço próprio
e da cooperação afetiva, ao passo que os progenitores egoístas
e descuidados favorecerão nos descendentes a inutilidade e a preguiça.
Paulo de Tarso, na lição à igreja de Filipos, réfere-se
ao precioso imperativo do caminho no quei se reporta ao equilíbrio, demonstrando
a necessidade] do discípulo, quanto à valorização
da pobreza e da fortuna, da escassez e da abundância. O êxito e
o insucesso são duas taças guardando elementos diversos que, contudo,
se adaptam às mesmas finalidades sublimes. A ignorância humana,
entretanto, encontra no primeiro o licor da embriaguez e no segundo identifica
o fel para a desesperação. Nisto reside o erro profundo, porque
o sábio extrairá da alegria e da dor, da fartura ou da escassez,
o conteúdo divino.
51.
SOCORRE A TI MESMO: "Pregando o Evangelho
do reino e curando todas as enfermidades". - (Mateus,9:35)
Cura
a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.
Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as
vozes e solicitações variadas que te procuram. Medica a arritmia
e a dispneia, contudo, não entregues o coração à
impulsividade arrasadora. Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto,
cuida de reajustar as emoções e tendências.
Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa. Melhora as condições
do sangue, todavia, não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres
inferiores.
Guerreia a hepatite, entretanto, livra o fígado dos excessos em que te
comprazes. Remove os perigos da uremia, contudo, não sufoques os rins
com os venenos de taças brilhantes. Desloca o reumatismo dos membros,
reparando,! porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.
Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar
a mente no idealismo superior e nos atos nobres.
Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação
do Reino Divino aos teus órgãos. Eles são vivos e educáveis.
Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco
do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos
não passará de medida em trânsito para a inutilidade.
23
- Universo e vida - Áureo - pág. 86 - v-11
11.
EQUILÍBRIO VITAL
O perispírito de um encarnado não tem maiores problemas de alimentação,
porque além dos princípios atmosféricos de que se beneficia,
através dos condutos respiratórios do aparelho corporal, se nutre
natural e automaticamente dos recursos vitais do patrimônio sanguíneo
do corpo carnal, a que fortemente se radica. O problema de alimentação
do corpo espiritual surge com a desencarnação, porque então
o psicossoma precisa nutrir-se por seus próprios meios, de maneira direta,
o que nem sempre consegue fazer com facilidade, por insciência ou indisciplina
da mente, ou em razão da grande densidade fluídica de sua própria
tessitura estrutural.
De notar, neste capítulo, que no mundo chamado físico, ou material,
tudo é como se fosse dúplice ou, melhor dizendo, como se tivesse
duas faces ou aspectos, ou ainda, num modo de dizer talvez mais apropriado,
como se existisse em duas dimensões vibratórias de um mesmo plano:
— o da matéria propriamente dita e o da antimatéria. A bipolaridade
é lei geral a manifestar-se naturalmente na universalidade dos fenômenos
físicos ocorrentes em nosso orbe.
Já assinalamos, em página anterior, que a multiplicidade de aspectos
e de níveis a serem considerados, no que tange ao problema da alimentação
dos desencarnados terráqueos, impede analisemos a questão de qualquer
ponto de vista bitolado e estreito. E como não pretendemos aqui senão
registrar alguns apontamentos ligeiros, a respeito de um ou outro pormenor significativo
das realidades sob nossa observação, dispensamo-nos de qualquer
generalização acerca deste assunto. Desejamos apenas alertar a
atenção dos companheiros estudiosos para certos fatos, como o
de ser a sensação de fome e certas compulsões viciosas
alguns dos mais frequentes detonadores de atividades parasitárias obsessivas
e até predatórias de muitos espíritos desencarnados, sobre
os encarnados e sobre recém-desencarnados que lhes caem sob o jugo.
Geralmente, porém, não se trata de vampirismo unilateral puro
e simples, mas de complexos fenômenos de simbiose, caracterizando situações
que, em razão disso, impedem tratamentos sumários, exigindo ação
paciente e cautelosa dos benfeitores espirituais, cujo senso de responsabilidade
não se permite intempestividades arbitrárias e injustas. Se a
natureza não dá saltos e a evolução não se
improvisa; se, além disso, todos os seres têm o mesmo fundamental
direito à existência, e, pois, à alimentação
de que carecem para mante-la; então, não nos podemos esquecer
de que é no equilíbrio dos contrários que a lei natural
fundamenta a ordem que sustenta a vida. Assim, cada ser dará compulsoriamente
daquilo que tem, àquele outro que precisa, para, por sua vez, conseguir
o de que necessita e daquele outro pode, em troca, obter.
Obsessivos comensais de lares que os sustentam transformam-se, em razão
disso, em seus defensores naturais, atendendo assim a necessidades próprias.
A associação de interesses é regra de conduta que a divina
lei de amor impõe naturalmente em toda parte. Disso se infere que, ainda
aí, como em tudo mais, o bem sempre prevalece, de tal modo que todo mal
nele se anula e dissolve. Imaginar coisa diversa implica supor o absurdo de
uma limitação à completa e substancial vitória da
vontade absoluta de Deus, que é, afinal, o Soberano Bem, onipresente
e eternamente ativo.
24 - Vinhas de luz - Emmanuel - pág. 43
16.
TU, PORÉM
- "Tu, porém, fala o que convém à
sã doutrina." — Paulo. (Tito, 2:1.)
Desde que não permaneças em temporária inibição
do verbo, serás assediado a falar em todas as situações.
Convocar-te-ão a palavra os que desejam ser bons e os deliberadamente
maus, os cegos das estradas sombrias e os caminheiros das sendas tortuosas.
Corações perturbados pretenderão arrancar-te expressões
perturbadoras. Caluniadores induzir-te-ão a caluniar. Mentirosos levar-te-ão
a mentir. Levianos tentarão conduzir-te à leviandade. Ironistas
buscarão localizar-te a alma no falso terreno do sarcasmo. Compreende-se
que procedam assim, porquanto são ignorantes, distraídos da iluminação
espiritual. Cegos desditosos sem o saberem, vão de queda em queda, desastre
a desastre, criando a desventura de si mesmos.
Tu, porém, que conheces o que eles desconhecem, que cultivas na mente
valores espirituais que ainda não cultivam, toma cuidado em usar o verbo,
como convém ao Espírito do Cristo que nos rege os destinos. É
muito fácil falar aos que nos interpelam, de maneira a satisfazê-los,
e não é difícil replicar-lhes como convém aos nossos
interesses e conveniências particulares; todavia, dirigirmo-nos aos outros,
com a prudência amorosa e com a tolerância educativa, como convém
à sã doutrina do Mestre, é tarefa complexa e enobrecedora,
que requisita a ciência do bem no coração e o entendimento
evangélico nos raciocínios. Que os ignorantes e os cegos da alma
falem desordenadamente, pois não sabem, nem vêem ... Tu, porém,
acautela-te nas criações verbais, como quem não se esquece
das contas naturais a serem acertadas no dia próximo.
LEMBRETE:
O equilíbrio retrata, em toda parte, a posição de maior ajuste alcançada pela criatura na Criação. Encontromo-lo nos mais variados ângulos de atividades do espírito, expressando vitória obtida à força de recapitulação e perseverança. Maria Celeste
O equilíbrio é o próprio valor, supremo fiel da vontade na balança da Vida, sopesando amor e sabedoria, bem e mal, em todas as frentes de nossa marcha para os objetivos supremos. Maria Celeste
O equilíbrio nasce da união fraternal e a união fraternal não aparece fora do respeito que devemos uns aos outros. ..Ninguém colhe aquilo que não semeia (...) Irmão X
Edivaldo