FELICIDADE |
|
BIBLIOGRAFIA |
|
| 01- Alerta - pág. 152 | 02 - Ave luz - pág. 86 |
| 03 - Ceifa de Luz - pág. 211 | 04 - Chão de flores - pág. 92, 131 |
| 05 - Convites da vida - pág. 77 | 06 - Cristianismo e Espiritismo - pág. 249 |
| 07 - Dinheiro - pág. 55 | 08 - Do país da luz - vol. 1, pág. 202 |
| 09 - Escrínio de luz - pág. 66 | 10 - Estude e viva - pág. 56, 84, 140 |
| 11 - Estudos espíritas - pág. 127 | 12 - Falando à Terra - pág. 187 |
| 13 - Jesus no Lar - pág. 87 | 14 - Maria Dolores - pág. 125 |
| 15 - Na era do Espírito - pág. 150 a 153 | 16 - Na sombra e na luz - pág. 242 |
| 17 - O amor venceu - pág. 185 | 18 - O céu e o inferno - pág. 2ª. parte, cap. 2 |
| 19 - O Evangelho Seg.o Espiritismo - cap.V,20 | 20 - O Livro dos Espíritos - q 107,113,148,920,967 |
| 21 - Oferenda - pág. 137 | 22 -Pérolas do Além - pág. 100 |
| 23 - Religião dos Espíritos - pág. 23, 129 | 24 -Renúncia - pág. 94 |
| 25 - Sinal Verde - pág. 62 | 26 - Vozes do grande além - pág. 34 |
| 27 - Mãos unidas - pág. 74 | |
LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.
FELICIDADE – COMPILAÇÃO
01 - ALERTA - JOANNA DE ÂNGELIS -ÍTEM 55 - GOZO E FELICIDADE - PÁG. 152
O gozo é satisfação que irrompe imediata, genericamente como resposta da sensação atendida. O que, no entanto, num momento constitui prazer, noutro se transforma em incontido desagrado. O gozo, logo passa, deixando marcas de cansaço ou expressões de novas ansiedades. Estabelecido pelos cânones do capricho carnal, exterioriza a situação pessoal de cada criatura, que se faz caracterizar pelo tipo de emulação que lhe proporciona o estado de prazer. O gozo não harmoniza o homem com a vida, antes atormenta-o, ora porque não se torna um estado permanente, sendo desgastante, portanto, vezes outras pelas implicações frustradoras que dele decorrem. O gozo pode ser considerado qual labareda voluptuosa que, ao atingir o máximo de voracidade, inicia, também, a diminuição da chama, que logo se apagará por falta de combustível. O gozo exige coisas, pessoas, circunstâncias a fim de colimar o apogeu da sensação.
É claro que nos não referimos ao gozo decorrente das satisfações intelectuais e morais, às alegrias nascidas no dever cumprido, aos júbilos do sentimento puro. A felicidade é o estado íntimo, em que a emoção libera os ideais de beleza e de harmonia, convidando a criatura ao crescimento, à libertação. Apoiando-se, às vezes, em determinadas condições que facultam alcançar-lhe a meta, não depende, necessariamente, delas. Mais de ordem metafísica, as suas expressões partem do íntimo do ser e dominam todas as fibras exteriores, favorecendo-o com plenitude e vida. Alimenta-se dos ideais de enobrecimento e não se desarticula quando defronta dificuldades, porquanto, fundamentalmente solidária ao bem, faz o homem esquecer-se de si mesmo, a fim de que trabalhe em favor de todos, com os quais comparte as suas manifestações. Supera circunstâncias e eleva-se acima das penosas conjunturas, encontrando alento nos momentos ásperos por alimentar-se de aspirações superiores. Pode ser comparada à linfa cristalina, que des-sedenta e refresca, não produzindo outra satisfação que se não vincule à paz, à harmonia.
O gozo é fácil de lograr-se, enquanto a felicidade exige labor
de largo porte. O gozo exterioriza-se pelos implementos do corpo, no entanto,
a felicidade procede e se demora na área do espírito. O gozo limita
as aspirações maiores da vida, todavia, a felicidade dilata as
forças para uma visão da vida face a eternidade. O gozo asselvaja
o homem e é, ainda, remanescente do primitivismo do qual procede o ser;
entretanto, felicidade promove a ascensão do homem, tornando-o dúctil
às expressões da vida mais alta. O gozo leva à ardência
dos sentidos, conquanto a felicidade apazigua e emoldura de ternura o homem.
Um é rápido, a outra duradoura. Não é por outra
razão que o Eclesiastes afirma: "A felicidade não é
deste mundo" e Jesus, dando validade ao conceito corroborou-o, na assertiva
de que o seu "reino não é deste mundo", porquanto não
obstante a felicidade não possa ser totalmente fruída na Terra,
aqui pode e deve ser trabalhada, constituída para atingir o seu estágio
superior, fora do corpo, no reino do espírito, que é o reino de
Cristo.
10 - ESTUDE E VIVA - EMMANUEL E ANDRÉ LUIZ -
Companheiros
francos - pág. 57:
Na esfera do sentimento, somos habitualmente defrontados por certa classe de
amigos que são sempre dos mais preciosos e aos quais nem sempre sabemos
atribuir o justo valor: aqueles que nos dizem a verdade, acerca das nossas necessidades
de espírito. Invariavelmente, categorizamos em alta conta as afeições
que nos assegurem conveniências de superfície, nos quadros do mundo.
Confiança naqueles que nos multipliquem as posses efêmeras e solidariedade
aos que nos garantam maior apreço no grupo social. Perfeitamente cabível
a nossa gratidão para com todos os benfeitores que nos enriquecem as
oportunidades de progredir e trabalhar na experiência comum. Sejamos,
porém, honestos conosco e reconheçamos que não nos é
fácil aceitar o concurso dos companheiros cuja palavra franca e esclarecedora
nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existência.
Se nos falam, sem qualquer circunlóquio, em torno dos perigos de que
nos achamos ameaçados, à vista de nossa inexperiência ou
invigilância, ainda mesmo quando enfeitem a frase com o arminho da bondade
mais pura, frequentemente reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos
e duros de coração. Se insistem, não raro consideramo-los
obsidiados, quando não permitimos que o mel da amizade se nos transtorne
na alma em vinagre de aversão, exagerando-lhes os pequeninos defeitos,
com absoluto esquecimento das nobres qualidades de que são portadores.
Tenhamos em consideração distinta os amigos incapazes de acalentar-nos
desequilíbrios ou ilusões. Jamais cometamos o disparate de misturá-los
com os caluniadores. Os empreiteiros da difamação e da injúria
falam destruindo. Os amigos positivos e generosos advertem e avisam com discrição
e bondade. Sempre que algo nos digam, sacudindo-nos a alma, entremos em sintonia
com a própria consciência, roguemos ao Senhor nos sustente a sinceridade
e saibamos ouvi-los. Salvo - condutos Evite o gracejo
descaridoso. Valorize os intervalos de trabalho. Observe o passado como arquivo
da experiência . Esqueça os sinais menos dignos das criaturas e
dos fatos. Sorria como resposta à dificuldade. Dissipe as nuvens da incompreensão
com a indulgência na palavra. Respeite invariavelmente a fé alheia.
Sirva sem ostentar o serviço. Intensifique o bem dispensando o alvoroço.
Melhore as opiniões no sentido edificante. Fuja às pequenas manifestações
de tirania disfarçada. Coloque acima das próprias necessidades
aquilo que se faça necessário ao bem dos outros. Reivindique como
privilégio a si mesmo a responsabilidade que lhe compete. Ultime sem
mais delonga a obrigação atrasada. Sopese toda promessa antes
de articulá-la na boca. Corresponda, quanto possível, aos anseios
dos que esperam por seu auxílio. Semelhantes ações funcionam
quais preciosos salvo-condutos desentrançando os obstáculos em
nossa caminhada para a Felicidade Maior.
Doações
espirituais - pág. 84:
Feliz daquele que destaca uma parcela do que possui, a benefício dos
semelhantes! Bem-aventurado aquele que dá de si próprio! Através
de todos os filtros do bem, o amor é sempre o mesmo, mas, enquanto as
dádivas materiais, invariavelmente benditas, suprimem as exigências
exteriores, as doações de espírito interferem no íntimo,
dissipando as trevas que se acumulam no reino da alma. Dolorosa a tortura da
fome, terrível a calamidade moral. Divide o teu pão com as vítimas
da penúria, mas estende fraternas mãos aos que vagueiam mendigando
o esclarecimento e o consolo que desconhecem. Não precisas procurá-los,
de vez que te cercam em todos os ângulos do caminho... São amigos
e por vezes te ferem com supostas atitudes de crueldade, quando apenas te esmolam
conforto, comunicando-te, em forma de intemperança mental, as chamas
de sofrimento que lhes calcinam os corações; categorizam-se por
adversários e criam-te problemas, não por serem perversos, mas
porque lhes faltam ainda as luzes do entendimento; aparecem por pessoas entediadas,
que dispõem de todas as vantagens humanas para serem felizes, mas a quem
falta uma voz verdadeiramente amiga, capaz de induzi-las a descobrir a tranquilidade
e a alegria, através da sementeira das boas obras; surgem na figura de
criaturas consideradas indesejáveis e viciosas, cujo desequilíbrio
nada mais é que a expectativa frustrada do amparo afetivo que suplicaram
em vão!. ..
Para atender aos que carecem de apoio físico, é preciso bondade;
no entanto, para arrimar os que sofrem necessidades da alma, é preciso
bondade com madureza. Se já percebes que nem todos estamos no mesmo degrau
evolutivo, auxilia com a tua palavra ou com o teu silêncio, ou com o teu
gesto ou com a tua decisão no plantio da união e da concórdia,
da esperança e do otimismo, no terreno em que vives!.. Compreender e
compreender para a sustentação da lavoura do bem que se cobrirá
de frutos para a felicidade geral. Não te digas em solidão para
fazer tanto... Refletindo em nossos deveres, ante as doações espirituais,
lembremo-nos de Jesus. Nos dias de fome da turba inquieta, reunia-se o Divino
Mestre com os amigos para beneficiar a milhares; entretanto, na hora do extremo
sacrifício, quando lhe cabia socorrer as vítimas da ignorância
e do ódio, da violência e do fanatismo, ele sozinho fez o donativo
de si mesmo, em favor de milhões. Desportos
Se há esportes que auxiliam o corpo, há esportes que ajudam a
alma...A marcha do dever retamente cumprido. A regata de suor no trabalho. O
exercício do devotamento ao estudo. O salto do esforço, acima
dos obstáculos. A maratona das boas obras. O torneio da gentileza. O
mergulho no silêncio, diante da injúria. O nado da paciência
nas horas difíceis. A ginástica da tolerância perante as
ofensas. O vôo do pensamento às esferas superiores. A demonstração
de resistência moral nas provas de cada dia. Todos esses desportos do
espírito podem ser praticados em todas as idades e condições.
E creia que qualquer campeonato num deles será prêmio de luz em
seu coração, a brilhar para sempre.
Deus
e caridade - pág. 140:
Por longos e tortuosos caminhos, temos procurado a integração
com Deus. Existências múltiplas atravessamos, forças enormes
despendemos... Julgávamos estivesse nele a egolatria dos tiranos coroados
e inventamos processos de adoração com que lhe granjeássemos
a simpatia; supúnhamos homenagear-lhe a grandeza com o fausto dos ritos
exteriores e erigimos palácios em que lhe ofertássemos o ouro
e a púrpura, em forma de louvor; acreditávamos que o Supremo Senhor
quisesse dominar as criaturas pelo freio da violência e não hesitávamos
em criar sistemas religiosos de opressão com que se dobrasse a cerviz
de quantos não pensassem pela nossa cabeça; admitíamos
fosse ele ávido de honrarias e não vacilávamos consagrar-lhe
sacrifícios sanguinolentos, à frente de símbolos com que
lhe mentalizávamos a presença!...Compadecendo-se-de nossa ignorância,
a Divina Providência deliberou enviar alguém que nos instruísse
nos caminhos da elevação, e Jesus, o Sublime Governador do Planeta
Terrestre, veio em pessoa explicar-nos que Deus não nos pede nem adulações
e nem pompas, nem vítimas e nem holocaustos, e sim o coração
inflamado de fraternidade, a serviço do bem, para que a Terra se abra,
enfim, à glória e à felicidade do Seu Reino. Por esse motivo,
o Mestre, embora respeitasse as convicções dos seus contemporâneos,
esmerou-se em ensinar-nos a união com Deus, acima de tudo, através
do socorro aos necessitados, da esperança aos tristes, do amparo aos
enfermos e do alívio aos sofredores de todas as procedências. .
. Desde então, renovadora luz clareou o espírito das nações
e a Humanidade começou a compreender que Deus, o Pai Justo e Misericordioso,
a ninguém exclui de Sua Bênção e que a todos nos
espera, hoje ou mais tarde, por filhos bem-amados, unidos na condição
de verdadeiros irmãos uns dos outros. É
por isso que, em todos os países e em todas as crenças, em todos
os templos e em todos os lares da Terra, onde se pratique realmente o Evangelho
de Jesus, o culto à Providência Divina começa com a caridade
primeiro.
Respeite tudo: Do cultivo da crença raciocinada,
no santuário da Inteligência, nascem os frutos substanciosos da
certeza no porvir. Da vontade de realizar o bem, surgem todos os empreendimentos
duradouros no mundo. Do esforço disciplinado e incessante, nenhuma construção
pode prescindir para permanecer equilibrada na sua atividade específica.
Dos sinais vivos e puros da fraternidade no próprio semblante ninguém
pode fugir, se deseja alcançar a alegria real. Da busca criteriosa do
conhecimento promana a atualização e a competência do trabalhador.
Da utilização da hora presente, em movimento digno, decorrem a
segurança e a tranquilidade merecida nas horas próximas. Da hierarquia
de valores, sustentada pelas Leis Eternas, alma alguma conseguirá esquivar-se.
Da fixação do mal no leito da estrada derivam-se todas as frustrações
e todas as dores que perturbam a marcha do caminheiro. A vida constitui encadeamento
lógico de manifestações, e encontramos em toda parte a
sucessão contínua de suas atividades, com a influenciação
recíproca entre todos os seres, salientando-se que cada coisa e cada
criatura procede e depende de outras coisas e de outras criaturas. Assim, respeite
tudo, ame a todos e confie sempre na vitória do bem, para que você
possa manter os padrões da verdadeira felicidade no campo íntimo,
dentro do Campo ilimitado da Evolução.
19 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - ALLAN KARDEC - CAP. V - ÍTEM 20 - PÁG. 78
A
FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO:FRANÇOIS-NICOLAS-MADELAINE
Cardeal Morlot, Paris, 1863
20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama
geralmente o homem, em todas as posições sociais. Isto prova,
meus caros filhos, melhor que todos os raciocínios possíveis,
a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não
é deste inundo." Com efeito, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo
a juventude em flor são condições essenciais da felicidade.
Digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições,
tão cobiçadas, pois que ouvimos constantemente, no seio das classes
privilegiadas, pessoas todas as idades larnentarem amargamente a sua condição
de existência. Diante disso, é inconcebível que as classes
trabalhadoras invejem com tanta cobiça a posição dos favorecidos
da fortuna. Neste mundo, seja quem for, cada qual tem a sua parte de trabalho
e de miséria, seu quinhão de sofrimento e desengano. Pelo que
é fácil chegar à conclusão de que a Terra é
um lugar de provas e de expiações. Assim, pois, os que pregam
que a Terra é a única morada do homem, e que somente nela, e numa
única existência, lhe é permitido alcançar o mais
elevado grau de felicidade que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam
aqueles que os ouvem. Basta lembrar que está demonstrado, por uma experiência
multissecular, que este globo só excepcionalmente reúne as condições
necessárias à felicidade completa do indivíduo.
Num sentido geral, pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia, a cuja
perseguição se lançam as gerações, sucessivamente,
sem jamais a alcançarem. Porque, se o homem sábio é uma
raridade neste mundo, o homem realmente feliz não se encontra com maior
facilidade. Aquilo em que consiste a felicidade terrena é de tal maneira
efêmera, para quem não se guiar pela sabedoria, que por um ano,
um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto
da existência se passa numa sequência de amarguras e decepções.
E notai, meus caros filhos, que estou falando dos felizes da Terra, desses que
são invejados pelas massas populares. Conseqüentemente, se a morada
terrena se destina a provas e expiações, é forçoso
admitir que existem, além, moradas mais favorecidas, em que o Espírito
do homem, ainda prisioneiro de um corpo material, desfruta em sua plenitude
as alegrias inerentes à vida humana. Foi por isso que Deus semeou, no
vosso turbilhão, esses belos planetas superiores, para os quais os vossos
esforços e as vossas tendências vos farão um dia gravitar,
quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.
Não obstante, não se deduza das minhas palavras que a Terra esteja
sempre destinada a servir de penitenciária. Não, por certo! Porque
do progresso realizado podeis facilmente deduzir o que será o progresso
futuro, e das melhoras sociais já conquistadas, as novas e mais fecundas
melhoras que virão. Essa é a tarefa imensa que deve ser realizada
pela nova Doutrina que os Espíritos vos revelaram. Assim, pois, meus
queridos filhos, que uma santa emulação vos anime, e que cada
um dentre vós se despoje energicamente do homem velho. Entregai-vos inteiramente
à propagação desse Espiritismo, que já deu início
à vossa própria regeneração. É um dever fazer
vossos irmãos participarem dos raios dessa luz sagrada. À obra,
portanto, meus caros filhos! Que nesta reunião solene, todos os vossos
corações se voltem para esse alvo grandioso, de preparar para
as futuras gerações um mundo em que felicidade não seja
mais uma palavra vã.
20 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS- ALLAN KARDEC - QUESTÕES: 107, 113, 148, 920, 967
107.
CARACTERES GERAIS. Predomínio do Espírito sobre matéria;
desejo do bem. Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão
do grau que atingiram: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade;
os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. Não estando
ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, segundo sua
ordem, os traços da existência corpórea, seja na linguagem,
seja nos hábitos, nos quais se encontram até mesmo algumas de
suas manias. Se não fosse assim seriam Espíritos perfeitos. Compreendem
Deus e o infinito e gozam já da felicidade dos bons. Sentem-se felizes
quando fazem o bem e quando impedem o mal. O amor que os une é para eles
uma fonte de inefável felicidade, não alterada pela inveja nem
pelos remorsos, ou por qualquer das más paixões que atormentam
os Espíritos imperfeitos; mas terão ainda de passar por provas,
até atingirem a perfeição absoluta. Como Espíritos,
suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem durante
a vida aqueles que se tornam dignos e neutralizam a influência dos Espíritos
imperfeitos sobre os que não se comprazem nela. Quando encarnados, são
bons e benevolentes para com os semelhantes; não se deixam levar pelo
orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não
provam ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme, fazendo o bem pelo
bem. A esta ordem pertencem os Espíritos designados nas crenças
vulgares pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos
do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, foram
considerados divindades benfazejas.
113. PRIMEIRA CLASSE: Classe única — Percorreram todos os graus
da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingindo
a soma de perfeições de que é suscetível a criatura,
não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não
estando mais sujeitos à reencarnaçao em corpos perecíveis,
vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus. Gozam de uma felicidade
inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades
nem às vicissitudes da vida material; mas essa felicidade não
é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação
perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens
executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem todos
os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem
e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias,
incitá-los ao bem ou à expiação de faltas que os
distanciam da felicidade suprema são para eles ocupações
agradáveis. São às vezes designados pelos nomes de anjos,
arcanjos ou serafins. Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso
seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.
148. Não é estranho que o materialismo seja uma consequência
de estudos que deveriam, ao contrário, mostrar ao homem a superioridade
da inteligência que governa o mundo! Deve-se concluir que esses estudos
são perigosos?— Não é verdade que o materialismo
seja uma consequência desses estudos. E o homem que deles tira uma falsa
consequência, pois ele pode abusar de tudo, mesmo das melhores coisas.
O nada, aliás, os apavora mais do que eles se permitem aparentar, e os
espíritos fortes são quase sempre mais fanfarrões do que
valentes. A maior parte deles é materialista porque não dispõe
de nada para preencher o vazio. Plante desse abismo que se abre ante eles, mostrai-lhes
uma tábua de salvação, e a ela se agarrarão ansiosamente.
Por uma aberração da inteligência, há pessoas que
não vêem no seres orgânicos nada mais que a ação
da matéria, e a esta atribuem Iodos os nossos atos. Não vêem
no corpo humano senão a máquina elétrica; estudaram o mecanismo
da vida apenas no funcionamento dos órgãos; viram-na extinguir-se
muitas vezes pela ruptura de um fio e nada mais perceberam além desse
fio; procuraram descobrir o que restava e como não encontraram mais do
que a matéria inerte, não viram a alma escapar-se nem puderam
pegá-la, concluíram que tudo estava nas propriedades da matéria
e que, portanto, após a morte, o pensamento se reduz ao nada. Triste
consequência, se assim fosse; porque então o bem e o mal, não
teriam sentido, o homem estaria certo ao não pensar senão em si
mesmo e ao colocar acima de tudo a satisfação dos prazeres materiais;
os laços sociais estariam rompidos e os mais santos afetos destruídos
para sempre. Felizmente, essas idéias estão longe de ser generalizadas;
pode-se mesmo dizer que estão muito circunscritas, não constituindo
mais do que opiniões individuais, porque em parte alguma foram erigidas
em doutrina. Uma sociedade fundada sobre essa base traria em si mesma os germes
da dissolução, e os seus membros se despedaçariam entre
si como animais ferozes. O Marxismo ainda não havia surgido, pois O Capital
só foi publicado em 1867- Mas as previsões de Kardec quanto ao
caráter violento da sociedade materialista se confirmaram historicamente,
sendo apenas atenuadas pela impossibilidade de generalização da
idéia no seio do povo.
O homem tem instintivamente a convicção de que tudo não
se acaba, para ele, com a vida; tem horror ao nada; é em vão que
se obstina contra a idéia da vida futura, e quanto chega o momento supremo,
são poucos os que não perguntam o que deles vai ser, porque a
idéia de deixar a vida para sempre tem qualquer coisa de pungente. Quem
poderá, com efeito, encarar com indiferença uma separação
absoluta e eterna de tudo o que ama? Quem poderia ver, sem terror, abrir-se
à sua frente o imenso abismo do nada, pronto a tragar para sempre todas
as suas faculdades, todas as suas esperanças, e ao mesmo tempo dizer:
Qual! Depois de mim, nada, nada mais que o nada; tudo se acaba sem apelo; mais
alguns dias e a minha lembrança se apagará da memória dos
que sobrevivem a mim; dentro em breve nenhum traço haverá de minha
passagem pela terra; o próprio bem que eu fiz será esquecido pelos
ingratos a quem servi; e nada para compensar tudo isso, nenhuma perspectiva,
a não ser a do meu corpo devorado pelos vermes! Este quadro não
tem qualquer coisa de horroroso e de glacial? A religião nos ensina que
não pode ser assim e a razão o confirma. Mas uma existência
futura, vaga e indefinida, nada tem que satisfaça o nosso amor do positivo.
E é isso que, para muitos, engendra a dúvida. Está certo
que tenhamos uma alma; mas o que é a nossa alma? Tem ela uma forma, alguma
aparência? É um ser limitado ou indefinido? Dizem alguns que é
um sopro de Deus; outros, que é uma centelha; outros, uma parte do Grande
Todo, o princípio da vida e da inteligência. Mas o que tudo isso
nos oferece?
Que nos importa ter uma alma, se depois da morte ela se confunde com a imensidade,
como as gotas d'água no oceano? A perda da nossa individualidade não
é, para nós, o mesmo que o nada? Diz-se ainda que ela é
imaterial. Mas uma coisa imaterial não pode ter proporções
definidas, e para nós equivale ao nada. A religião nos ensina
também que seremos felizes ou desgraçados, segundo o bem ou o
mal que tenhamos feito. Mas qual é esse bem que nos espera no seio de
Deus? Ë uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra
ocupação que a de cantar louvores ao Criador? As chamas do inferno
são uma realidade ou apenas um símbolo? A própria Igreja
as compreende nesse último sentido; mas, então que sofrimentos
são esses? Onde se encontra o lugar de suplício? Em uma palavra,
o que se faz e o que se vê, nesse outro mundo que nos espera a todos?
Ninguém, costuma-se dizer, voltou de lá para nos dar conta do
que existe. Isto, porém, é um erro, e a missão do Espiritismo
é precisamente a de nos esclarecer sobre esse futuro, a de nos fazer,
até certo ponto, vê-lo e tocá-lo, não mais pelo raciocínio,
mas pelos fatos. Graças às comunicações espíritas,
isto não é mais uma presunção, uma probabilidade
sobre a qual cada um imagina à vontade, que os poetas embelezam com suas
ficções ou enfeitam de imagens alegóricas que nos seduzem.
É
a realidade que nos mostra a sua face, porque são os próprios
seres de além-túmulo que nos vêm contar a sua situação,
dizer-nos o que fazem, permitem-nos assistir, por assim dizer, a todas as peripécias
da sua nova vida e por esse meio nos mostram a sorte inevitável que nos
está reservada, segundo os nossos méritos ou os nossos delitos.
Há nisso alguma coisa de anti-religioso? Bem pelo contrário, pois
os incrédulos assim encontram a fé, e os tíbios, uma renovação
do fervor e da confiança. O Espiritismo é o mais poderoso auxiliar
da Religião. E se assim acontece é porque Deus o permite, e o
permite para reanimar as nossas esperanças vacilantes e nos conduzir
ao caminho do bem, pelas perspectivas do futuro.
Perg. 920 - O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa? - Não,
pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende
abrandar os seus males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra.
Perg. 967 - Em que consiste a felicidade dos bons Espíritos? - Em conhecer
todas as coisas; não ter ódio, nem ciúme, nem inveja, nem
ambição, nem qualquer das paixões que fazem a infelicidade
dos homens. O amor que os une é para eles a fonte de uma suprema felicidade.
Não experimentam nem as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias
da vida material. São felizes com o bem que fazem. De resto, a felicidade
dos Espíritos é sempre proporcional à sua elevação.
Somente os Espíritos puros gozam, na verdade, da felicidade suprema,
mas nem por isso os demais são infelizes. Entre os maus e os perfeitos
há uma infinidade de grau, nos quais os gozos são relativos ao
estado moral. Os que são bastante adiantados compreendem a felicidade
dos que avançaram mais do que eles e a ela aspiram, mas isso é
para eles motivo de emulação e não de inveja. Sabem que
depende deles alcançá-la e trabalham com esse fito, mas com a
calma da consciência pura. Sentem felizes de não ter de sofrer
o que sofrem os maus.
21 - OFERENDA - JOANNA DE ÂNGELIS - PÁG. 137
CONCEITUAÇÃO DE FELICIDADE
Cobiças a felicidade, e é natural. Anelas por uma paz, que produzisse um estado de harmonia espiritual, longe de preocupações e sem contributo de ansiedades. Buscas um bem que, em definitivo, de uma só vez, provocasse a superação de todas as incertezas e rudes conflitos do dia-a-dia. Aguardas uma segurança íntima, feita de júbilos, argamassada com as águas cantantes do amor e o cimento forte da fé.
Esperas fruir o mundo em festa, onde a dor, a sombra e a morte não tenham oportunidade... Fazes o bem, por assim desejar, por aguardar... Não, porém, por te demorares somente à espera que tal ocorra. É imprescindível mudar os fatores predisponentes e atuantes deste mundo onde evoluímos - nossa Terra-mãe, berço e apoio da jornada -, a fim de que, com ela, galguemos um mais alto degrau na escala da evolução.
Toda conceituação de felicidade que extrapole à ambição pessoal egoísta é válida e abre ensejo à sua relização no mundo das formas. Esta felicidade, porém, risonha e tranquila, ainda não é deste mundo. Aqui poderá começar, pelo que faças, como realizes, por cuja dedicação te sacrifiques, a fim de gozá-la depois.
Planeta de expiações redentoras e de provas que avaliam as conquistas, é hoje o que se tem dele feito. Jardim ou deserto, pomar de bênçãos ou solo agreste é, antes de tudo, nossa escola de crescimento, que nos cumpre respeitar e auxiliar, trabalhando a terra dos corações, a fim de que as sementes do puro amor possam germinar, desatando vida, e vida em abundância.
Não desanimes, porque ainda não lograste o paraíso. Vai ao seu encontro, mudando os seus doridos panoramas e trabalhando o país da tua vida interior, a fim de que te enriqueças com a luz da esperança e a inundes de conquistas valiosas.
"Meu reino não é deste mundo" - disse Jesus. Todavia, ensinou-nos com o sacrifício pessoal a sairmos deste, na direção daquele onde a felicidade já é uma realidade ditosa.
23 - RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS - EMMANUEL - PÁG. 23
Beneficência esquecida: Reunião pública de 19-1-59 Questão n° 920: Na solução aos problemas da caridade, não olvides a beneficência do campo mais íntimo, que tanta vez relegamos à indiferença. Prega a fraternidade, aproveitando a tribuna que te componha os gestos e discipline a voz; no entanto, recebe na propriedade ou no lar, por verdadeiros irmãos, os companheiros de luta, assalariados a teu serviço. Esclarece os Espíritos conturbados e sofredores nos círculos consagrados ao socorro daqueles que caíram em desajuste mental; contudo, acolhe com redobrado carinho os parentes desorientados que a provação desequilibra ou ensandece. Auxilia a erguer abrigos de ternura para as crianças abandonadas; todavia, abraça em casa os filhinhos que Deus te deu, conduzindo-lhes a mente infantil, através do próprio exemplo, ao santuário do dever e do trabalho, do amor e da educação.
Espalha a doutrina de paz que te abençoa a senda, divulgando-a, por intermédio do conceito brilhante que te reponta da pena, mas não olvides exercê-la em ti próprio, ainda mesmo à custa de aflição e de sacrifício, para que o teu passo, entre as quatro paredes do instituto doméstico, seja um marco de luz para os que te acompanham. Cede aos necessitados daquilo que reténs no curso das horas...Dá, porém, de ti mesmo aos semelhantes, em bondade e serviço, reconforto e perdão, cada vez que alguém se revele faminto de proteção e desculpa, entendimento e carinho. Beneficência! Beneficência! Não lhe manches a taça com o veneno da exibição, nem lhe tisnes a fonte com o lodo da vaidade! Recebe-lhe as sugestões de amor no imo do coração e, buscando-a primeiramente nos escaninhos da própria alma, sentiremos nós todos a intraduzível felicidade que se derrama da felicidade que venhamos a propiciar, aos outros, conquistando, por fim, a alegria sublime que foge ao alarde dos homens para dilatar-se no silêncio de Deus.
Felicidade e Dever: Reunião pública de 13-7-59 Questão n° 922 A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil. Taxando-a por dom facilmente apressável, há quem a procure entre os mitos do ouro, enferrujando as mais belas faculdades da alma, na fossa da usura; quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade; quem lhe suponha a presença na exaltação do poder terrestre, acolhendo-se à dor de extrema desilusão, e quem a busque na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça. Não há felicidade, contudo, sem dever corretamente cumprido. Observa, pois, o dever de que a vida te incumbe. Vê-lo-ás, hora a hora, no quadro das circunstâncias. Na fé que te pede serviço.
No serviço que te roga compreensão. No ideal que te pede caráter. No caráter que te roga firmeza. No exemplo que te pede disciplina. Na disciplina que te roga humildade. No lar que te pede renúncia. Na renúncia que te roga perseverança. No caminho que te pede cooperação. Na cooperação que te roga discernimento. Por mais agressivos se façam os empeços da marcha, não te desvies da obrigação que te recomenda o bem de todos, sempre que puderes e quanto puderes, seja onde for. Porque te mostres leal a ti mesmo, é possível que a maioria te categorize à conta de ingrato e rebelde, fanático e louco. A maioria, no entanto, nem sempre abraça o direito. Não podemos esquecer que, no instante supremo da Humanidade, ela, a maioria, estava com Barrabás e contra o Cristo. Cumpre, assim, teu dever, e, tomando da Terra somente o necessário à própria manutenção, de modo a que te não apropries da felicidade dos outros, estarás atingindo a verdadeira felicidade, que fulge sempre, como bênção de Deus, na consciência tranquila.
25 - SINAL VERDE - ANDRÉ LUIZ - ÍTEM 26 - EM TORNO DA FELICIDADE
Em matéria
de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre
naquilo que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha
mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação
à felicidade que fizermos para os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você
lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa,
mas reside com endereço exato na consciência tranquila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos
de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando
no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse
ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.
Estude
a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade
é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a
usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está
chamando o seu coração para vida nova.
Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita
farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão
no jardim.
27 - MÃOS UNIDAS - EMMANUEL - PÁG. 74
NA TRILHA DA FELICIDADE: Falas comumente da felicidade, qual se te referisses à deidade remota, quando esse filão de alegria se te localiza ante os pés. Felicidade, porém, não é conquista fácil, prodígio de herança, episódio social ou bafejo da fortuna. Somos convidados pela vida a criá-la em nós e por nós, como sucede com todas as nossas aquisições humanas.
Plantas o milharal e o milharal te responde ao carinho com o tesouro da colheita. Instalas a usina, junto de forças determinadas da natureza, e essas forças da natureza te retribuem com vigorosos reservatórios de força. No mesmo sentido, a felicidade atira as próprias sementes no caminho de todos, especialmente entre aqueles que jazem atormentados por desenganos e lágrimas e, a breve tempo, ei-la que te oferta messes valiosas de esperança e ventura, tranquilidade e cooperação.
Aqui, o próximo em penúria te solicita singela fatia de reconforto; ali, se te pede ligeiro auxílio a favor de mães e crianças desamparadas; além, irmãos enfermos em desvalia esperam de ti alguns minutos de atenção e bondade, categorizados por eles à conta de apoio celeste; adiante, as vítimas das inquisições sociais esmolam-te simpatia e compreensão num olhar de ternura; mais adiante, os caldos em viciação e delinquência suplicam-te apenas uma palavra de encorajamento e de paz que lhes dulcifique o coração; e, por toda parte, amigos e adversários, muitas vezes, aguardam de ti uma frase só de entendimento e generosidade, fé e bênção, que os auxilie a caminhar.
Descerra a própria alma à influência do Cristo que jamais se negou a criar o bem nos outros e para os outros e, um dia, escutarás de espírito jubiloso, ao te despedires dos nossos irmãos da Terra: - "Bendito sejas, coração amigo! O mundo ficou melhor e mais feliz porque viveste".