FLUIDOTERAPIA |
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BIBLIOGRAFIA |
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| 01- Na prece segundo o evangelho - pág. 39 | 02 - Análise das coisas - pág. 27 |
| 03 - Antologia do perispírito - ref 111 | 04 - Entre o céu e a Terra - pág. 155 |
| 05 - Florações evangélicas - pág. 178 | 06 - Homeopatia e espiritismo - pág. 12 |
| 07 - Instrumentos do tempo - pág. 81 | 08 - Libertação - pág. 114, 119, 125 |
| 09 - Mãos de luz - pág. 29, 39 | 10 - Mecanismos da mediunidade - pág. 158 |
| 11 - Mediunidade e medicina - pág. 152 | 12 - Memórias da loucura - pág. 40 |
| 13 - Minha doce Casa Espírita - pág. 32 | 14 - No mundo maior - pág. 183 |
| 15 - O passe espírita - pág. 152 | 16 - Obreiros da vida eterna - pág. 246 |
| 17 - Obsessão desobsessão - pág. 116 | 18 - Os funerais da santa sé - pág. 73 |
| 19 - Pão nosso - pág. 13 | 20 - Saúde e espiritismo - pág. 201 |
| 21 - Tambores de Angola - pág. 35 | 22 - Tecnica da mediunidade - pág. 102 |
| 23 - Universo e vida - pág. 98 | 24 - Vida e atos dos Apóstolos - pág. 97 |
LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.
FLUIDOTERAPIA – COMPILAÇÃO
15 - O passe espírita - Luiz Carlos de M. Gurgel - pág. 152
CAPÍTULO
V - A FLUIDOTERAPIA
A rigor qualquer passe constitui uma terapia fluídica, entretanto, o
termo fluidoterapia tem sido, geralmente, reservado para designar um tipo especial
de passe, sempre executado por um grupo de passistas, com duração
um pouco maior que a do passe tradicional e que, normalmente, se destina a corrigir
irregularidades, mais ou menos graves, da estrutura do perispírito, que
estejam a comprometer seriamente a vitalidade e funcionalidade do organismo
do paciente.
As sessões de fluidoterapia contam sempre com a participação
de grupos de trabalhadores espirituais, os quais, de fato, é que realizam
fundamentalmente toda a tarefa, cabendo aos participantes encarnados apenas
auxiliar no processo, principalmente na dispersão e doação
de fluidos. Em muitos casos, são utilizados, pela espiritualidade, equipamentos
complexos e sofisticados que são aplicados ao paciente. A fluidoterapia
requer a participação de pelo menos três passistas experimentados,
exigindo-se deles o máximo empenho no sentido do condicionamento individual,
além de uma satisfatória harmonização interior.
A formação dos grupos de fluidoterapia deve ser feita entre os
passistas mais dedicados e equilibrados da instituição. A participação
de médiuns videntes ou auditivos, quando possível, é sempre
muito interessante, pois, com isso, o relacionamento entre encarnados e desencarnados
toma-se muito mais fácil e preciso. A indisponibilidade de elementos
possuidores das mediunidades referidas, para compor a equipe, ou equipes, não
deve representar, contudo, impedimento para a sua formação. Lembremo-nos
de que há sempre o recurso da intuição.
A preparação para os trabalhos de fluidoterapia é a mesma
recomendada para o passe tradicional, só que aqui as recomendações
devem ser seguidas de modo muito mais rigoroso. A aplicação da
fluidoterapia deve ser feita de preferência com o paciente deitado, se
bem que, se isso não for possível, ele pode ser colocado sentado
em uma cadeira posta no centro da sala, enquanto os passistas se posicionam
em sua volta. Os passistas podem permanecer de pé, ou sentados.
Devem ser atendidos no máximo seis ou sete pacientes por sessão,
sendo que este número deve ser fixado pelo próprio grupo, à
proporção que for vivenciando a experiência do trabalho.
O tempo que se dedica a cada paciente pode variar um pouco de caso para caso,
embora, normalmente, situe-se entre cinco e dez minutos. A sessão como
um todo não deve exceder de uma hora, pois o desgaste dos participantes
é sempre muito maior que em qualquer outro tipo de passe.
É desejável que os grupos de fluidoterapia observem um intervalo
de duas semanas entre as intervenções, muito embora este intervalo
possa ser reduzido para uma semana, em vista de situações especiais.
A formação de dois grupos é sempre muito conveniente porque
assim eles podem se revezar, possibilitando o atendimento semanal dos pacientes,
mantendo, contudo, o intervalo de duas semanas para os trabalhadores. O número
de sessões de fluidoterapia a que cada paciente é submetido varia
muito de caso para caso, podendo chegar a dez ou doze nas situações
mais graves.
Da mesma forma que nos passes usuais, a fluidoterapia é aplicada em duas
fases. Em cada paciente, primeiro, um dos participantes da equipe faz a limpeza
fluídica — dispersão —, sempre do modo mais meticuloso
possível e, depois, um outro passista faz a imposição de
mãos, funcionando os demais como doadores de apoio. Dentro da equipe,
a posição que produz maior desgaste é sempre a de imposição
e por isso é que se recomenda o revezamento a cada dois ou três
pacientes. Com o revezamento, evitar-se-á que determinado elemento do
grupo sofra sobrecarga excessiva.
Já a posição de menor desgaste é a de dispersão,
embora todos, em maior ou menor grau, contribuam na doação de
fluidos. Deve-se ressaltar que a doação de fluidos é feita
em alguns momentos visando aos centros vitais, enquanto que em outros é
dirigida diretamente a determinada parte do organismo, ou órgão
específico do paciente, tudo devidamente orientado pela espiritualidade
através da intuição ou de outro meio qualquer. É
sempre bom quando o passista que faz a imposição tem conhecimento
da deficiência orgânica do paciente, pois assim será mais
fácil orientar-se.
Após cada sessão de fluidoterapia os elementos que formam o grupo
de trabalhadores devem procurar, através de repouso e alimentação
adequada, recuperar-se do dispêndio de energias. Se qualquer sinal de
debilidade ou sintoma de enfermidade fluídica se apresentar como decorrência
do trabalho de fluidoterapia, o grupo deve se reunir, discutir o problema, ou
consultar pessoa de maior experiência, ou mesmo a própria espiritualidade,
a fim de se identificar e eliminar a causa, ou causas, que deram origem a tais
desequilíbrios. Quando praticada com método e o devido preparo,
não há quaisquer referências a comprometimentos na saúde
dos que se dedicam ao serviço da fluidoterapia. Ela é, na verdade,
mais uma oportunidade bendita da prática da caridade e amor ao próximo.
23 - Universo e vida - Hernani T. Sant'Anna - Espírito Áureo - pág. 98
18. FLUIDO MAGNÉTICO
No processo da encarnação, ou reencarnação, a mente espiritual, envolta no seu soma perispírito reduzido, i.e., miniaturizado, atrai magneticamente as substâncias celulares do ovo materno, ao qual se ajusta desde a sua formação, revestindo-se com ele para, de imediato, começar a imprimir-lhe as suas próprias características individuais, que vão sendo absorvidas pelo novo organismo carnal, à medida que este se desenvolve e se desdobra segundo as leis genésicas naturais.
Intimamente ligada, desse modo, a cada célula física, que se forma segundo o molde da célula perispiritual preexistente a que se acopla, a mente espiritual assume, de maneira mais ou menos consciente, em cada caso, mas sempre rigorosamente efetiva, o comando da nova personalidade humana, que assim se constitui de Espírito, perispírito e corpo material. Importa aqui considerar que as características modulares que a mente imprime às células físicas que se formam são por ela transmitidas e fixadas através de uma força determinada, que é a energia mental, veiculada pelas ondas eletromagnéticas do pensamento.
Quando o molde perispirítico preexiste exteriorizado, as vibrações mentais, atingindo-o em primeiro lugar, encontram maiores recursos para a ele ajustarem as novas células físicas. Noutros casos, as vibrações mentais, atuando sobre moldes perispiríticos amorfoidizados por ovoidização, valem-se do processo fisiológico natural de desenvolvimento genético para reconstituir a tessitura da organização perispiritual, ao mesmo tempo que imprimem às novas células deste, e às do soma físico, as características de sua individualidade. Assim, as ondas eletromagnéticas do pensamento, carregadas das ídeo-emoções do Espírito, constituem o que se denomina fluido magnético, que é plasma fluídico vivo, de elevado poder de ação.
Daí
em diante, e pela vida toda, refletem-se na mente espiritual todos os fenômenos
da experiência humana do ser, cuja quimios-síntese final nela também
se realiza. Justo é que nela se reflitam e se imprimam tais resultados,
por ser ela mesmo quem comanda o ser, ou, melhor dizendo, por ser ela o próprio
ser, que do mais se vale como de instrumentos indispensáveis à
sua ação e manifestação, porém não
mais do que instrumentos. É das vibrações da mente espiritual
que dependem a harmonia ou a desarmonia orgânicas da personalidade e,
portanto, a saúde ou a doença do perispírito e do corpo
material.
De acordo com o princípio da repercussão, as células corporais
respondem automaticamente às induções hipnóticas
espontâneas que lhes são desfechadas pela mente, revigorando-se
com elas ou sofrendo-lhes a agressão. Raios mentais desagregadores, de
culpabilidade ou remorso, formam zonas mórbidas no cosmo orgânico,
impondo distonia às células, que adoecem, provocando a eclosão
de males que podem ir desde a toxiquemia até o câncer. Tanto ou
mais do que os prejuízos causados pelos excessos e acidentes físicos,
muitas vezes de caráter transitório, as ondas mentais tumultuarias,
se insistentemente repetidas, podem provocar lesões de longo curso, a
repercutirem, no tempo, até por várias reencarnações
recuperadoras.
Além disso, na recapitulação natural e inderrogável
das experiências do Espírito, quando se trata de ônus cármicos
em aberto, eclodem, com frequência, em determinadas faixas de idade, e
em certas circunstâncias engendradas pelos mecanismos da expiação,
forças desarmônicas que afligem a mente, desafiando-lhe a capacidade
de autocontrole e auto-superação, sob pena de engolfar-se ela
em caos de intensidade e duração imprevisíveis.
Não podemos, tampouco, esquecer os problemas de sintonia, decorrentes
da lei universal das afinidades, que obriga os semelhantes a conviverem uns
com os outros e a se influenciarem mutuamente. Como a onda mental opera em regime
de circuito, incorpora inelutavelmente todos os princípios ativos que
absorve, sejam de que natureza forem. Assim, tanto acontecem, entre as almas,
maravilhosas fecundações de ideais e sentimentos nobres, como
terríveis contágios mentais, algumas vezes até de natureza
epidêmica, responsáveis por graves manifestações
da patologia mento-física.
Tudo depende, por conseguinte, do modo como cada Espírito se conduz,
no uso do fluido magnético que maneja. Com ele, pode-se ferir e prejudicar
os outros, criar distúrbios e zonas de necrose, soezes encantamentos
e fascinações escravizantes. Mas pode também manipular
medicações balsâmicas, produzir prodígios de amor
fecundo e estabelecer, através da prece e do trabalho benemerente, uma
sublime ligação com o Céu.
24 - Vida e atos dos Apóstolos - Cairbar Schutel - pág. 97
PEDRO
CURA A ENÉIAS
Passando Pedro por toda a parte, desceu também
aos santos que habitam em Lida. Achou ali um homem chamado Enéias, que
havia oito anos jazia numa cama, porque era paralítico. Pedro disse-lhe:
Enéias, Jesus Cristo te sara; levanta-te e faze a tua cama. Ele logo
se levantou. Viram-no todos os que moravam em Lida e Sarona, os quais se converteram
ao Senhor. — Cap. IX, v. v. 32 - 35.
Um dos principais característicos dos Apóstolos era a cura de
enfermos. Pedro possuía esse dom em alta escala. As curas espirituais
produziam grande contribuição para a conversão dos incrédulos.
Não só era o enfermo curado que se convertia, mas todos os que
tinham seguro conhecimento do caso. Dotado de faculdades magnéticas e
ainda auxiliado pelos Espíritos, que constituem a Falange do Consolador,
que agiam em nome de Jesus, Pedro fez inúmeras conversões, mais
por meio de curas do que mesmo pela palavra.
É que a cura é um fato que toca logo o coração,
o sentimento, mais fácil de percepção do que a palavra
que precisa passar pelo cérebro e atravessar o crivo do entendimento.
O amor opera milagres, ao passo que a Sabedoria é tardia em sua ação.
Enéias, cujos nervos se achavam entrevados, tendo recebido os fluidos
vitalizantes de que necessitava para pô-los em ação, à
voz de Pedro, ergueu-se e ficou são. As curas espíritas constam,
como se vê, dos anais do Cristianismo, e acrescentando estas palavras
à narrativa de Lucas, não fazemos mais do que confirmar o que
já temos dito em outras obras anteriores, principalmente a intitulada
"Histéria e Fenômenos Psíquicos - Curas Espíritas",
que recomendamos a todos os internautas.