IGNORÂNCIA |
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BIBLIOGRAFIA |
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| 01- Antologia do perispírito - ref. 487 | 02 - Chão de flores - pág. 97 |
| 03 - Coragem - pág. 53 | 04 - Cristianismo e Espiritismo - pág. 255 |
| 05 - Do país da luz vol. i - pág. 119 | 06 - Falando à Terra - pág. 40 |
| 07 - Guardiães da Verdade - pág. 42 | 08 - O espiritismo - pág. 99 |
| 09 - O Livro dos Espíritos - intr xiv q. 97, 120 | 10 - O mestre na educação - pág. 68 |
| 11 - Os funerais da santa sé - pág. 133 | 12 - Pérolas do Além - pág. 116 |
| 13 - Pureza doutrinária - pág. 48 | 14 - Resumo da doutrina Espírita - pág. 100 |
| 15 - Seara dos médiuns - pág. 39 | 16 - Sessões P. e Doutr.do Esp. - pág. 13 |
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IGNORÂNCIA – COMPILAÇÃO
03 - Coragem - Espíritos Diversos - pág. 53
15. PARA RENOVAR-NOS
Não espere viver sem problemas, de vez que problemas são ingredientes de evolução, necessários ao caminho de todos.
Ante os próprios erros, não descambe para o desculpimos e sim enfrente as consequências deles, a fim de retificar-se, como quem aproveita pedras para construção mais sólida.
Não perca tempo e serenidade, perante as prováveis decepções da estrada, porquanto aqueles que supõem decepcionar-nos estão decepcioando a si mesmos.
Reflita sempre antes de agir, a fim de que seus atos sejam conscientizados.
Não exija perfeição nos outros e nem mesmo em você, mas procure melhorar-se quanto possível.
Simplifique seus hábitos.
Experimente humildade e silêncio, toda vez que a violência ou a irritação apareçam em sua área.
Comunique seus obstáculos apenas aos corações amigos que se mostrem capazes de auxiliar em seu benefício com discrição e bondade.
Diante dos próprios conflitos, não tente beber ou dopar-se, buscando fugir da própria mente, porque de toda ausência indébita você voltará aos estragos ou necessidades que haja criado no mundo íntimo, a fim de saná-los.
Lembre-se de que você é um espírito eterno (imortal) e se você dispõe da paz na consciência estará sempre inatingível a qualquer injúria ou perturbação. André Luiz.
13 - Pureza doutrinária - Ary Lex - pág. 48
(..)
Alicerçando-se sobre ela, foi que Spinoza construiu muitas de suas teorias.
A Codificação, que aceita um Deus criador de tudo o que existe,
rejeita o panteísmo, mesmo um panteísmo com roupagem nova, o assim
chamado panteísmo espiritualista. De entremeio com o politeísmo
medrou, entre gregos e romanos, o antropomorfismo, atribuindo à divindade
os sentimentos, paixões e atos dos homens. Ao mesmo tempo, desabrochava
no Oriente, com toda pujança, a filosofia bramânica, ou bramanismo.
Dos ensinos de seus grandes mestres dimanaram as verdades profundas da imortalidade
e a moral que visava enobrecer e alevantar os sentimentos dos homens, fazendo-os
cientes de sua responsabilidade. Assim, tornou-se a Índia o berço
das religiões e das filosofias.
No Shasta Bad, o livro sacro dos indus, há pérolas de grande valor.
Começa assim: "Deus é um criador de tudo, sem começo,
nem fim. Governa toda a criação por uma providência geral,
resultante de seus desígnios eternos. Não busquemos a essência
e a natureza do Eterno, que é Um. Tua pesquisa seria vã e culposa.
Dia e mais dia, noite e mais noite, adores seu poder, sabedoria e bondade. O
Eterno quis, na plenitude do tempo, comunicar sua essência e esplendor
a seres capazes de os sentir. Eles não existiam. O Eterno quis e eles
existiram. O Eterno criou Brahma, Vichnou e Shiva."
Krishna, 2100 anos antes de Cristo, dizia verdades sublimes como estas: "O
corpo, envoltório da alma, é uma coisa finita, mas a alma que
o habita é invisível, imponderável, eterna. Quando o corpo
se dissolve, a alma se evola para a região dos seres puros. Quando a
paixão a domina ela vem de novo habitar a Terra."
Antes de Cristo, 700 anos, surgiu na Ásia a personalidade luminosa de
Budha, que veio para orientar os povos e "recolocar a humanidade na senda
da moral e da lei divina". O budismo aceitava a existência de espíritos
superiores, despidos de todo resto material, situados na região sem forma.
Outros permanecem, ainda, jungidos à matéria, vivendo sob sua
influência, não podendo entrar nas esferas superiores; são,
ainda, submetidos às reencarnações e habitam a região
da lorma. O budismo ensina que a causa do mal, da dor, da morte, e o desejo.
O fim elevado da vida é arrancar a alma aos laços do desejo.
A
ignorância é o mal soberano e dele decorrem o sofrimento e a miséria.
O melhor meio de melhorar a vida é adquirir o conhecimento".
Na China, Confúcio estabeleceu uma filosofia baseada na austeridade dos
costumes, culto dos ancestrais e ritos superiores. Admite um ser todo-poderoso,
presidindo à ordem do Universo. "A virtude deve ser comum ao trabalhador
e ao monarca. Fazer ao próximo como a ti mesmo. Esquece as injúrias,
mas nunca os benefícios." Respigamos até aqui alguns conceitos
elevados de religiões antiquíssimas, brilhantes, que iluminaram
cérebros privilegiados de mestres do passado. Contudo, bramanismo e budismo,
filosofias belíssimas, corromperam-se em contato com as crenças
indígenas.
Seus
monges deturparam-lhes os ensinos, hoje dominam as cerimônias, os rituais.
A essência da religião loi ofuscada pelo culto externo. Ainda hoje,
filosofias e religiões há que buscam nessas doutrinas seus fundamentos,
como o esoterismo, ocultismo e a icosofia, nas quais perpassa um intenso sopro
de orientalismo, nem sempre benéfico, por estar desfigurado. No seio
da Teosofia, que muito tem do bramanismo construtivo e edificante, nasceu, por
uma aberração teratológica, o Krisnamurtismo negador e
iconoclasta. Rompendo o círculo de ferro dos dogmatismos obsoletos, a
doutrina de Krisnamurti embriagou-se com a idéia libertária e
passou a negar o cristianismo.
Quando o homem, necessitando de espiritualidade, admite e proclama a crença
em um Pai de bondade e justiça a quem elevamos o pensamento nas preces
sinceras, os adeptos de Krisnamurti e os negadores do valor da prece dizem:
"Homem, cessa tuas orações, porque elas nada valem. Dos céus
não cairá pão aos que têm fome, nem roupa aos que
têm frio. Ninguém te aliviará, pois Deus é o próprio
Universo. Tu não terás o consolo de uma prece pois estarás
pedindo a ti mesmo."
Que
contraste enorme com a Doutrina de amor de Jesus de Nazaré! Jesus, o
mestre amado, nunca deixou uma viúva sem consolo, um doente sem um alívio,
um transviado sem um conselho, quando os homens, vaidosos, esquecidos de seus
erros quiseram apedrejar uma pecadora, Ele os fez sentir que não havia
um sequer que não tivesse os seus defeitos. "Vamos, atira a primeira
pedra!"
"O Espiritismo, longe de negar ou destruir o Evangelho, vem, ao contrário,
confirmar, explicar e desenvolver, pelas novas leis da Natureza, que revela,
tudo quanto Cristo disse e fez.
Elucida
os pontos obscuros do ensino cristão, de tal sorte que, aqueles para
quem eram ininteligíveis certas partes do Evangelho, ou pareciam inadmissíveis,
as compreendem e admitem, sem dificuldades, com o auxílio desta doutrina.
Vêem melhor o seu alcance e podem distinguir a realidade e a : alegoria;
o Cristo lhes parece maior, já não é simplesmente um filósofo,
é um Messias divino." (A Gênese — Cap. I n° 41.)
Deolindo Amorim, no seu livro "O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas",
no capítulo II — O Evangelho e a Interpretação Espírita,
diz: "O Espiritismo preocupa-se fundamentalmente com a substância
moral do Evangelho, ser descer aos debates secundários nem às
intermináveis demandas históricas. A exegese evangélica
é tão vasta, tão complexa, que envolve problemas linguísticos,
geográficos psicológicos etc., ao passo que os ensinos morais
de Jesus, e sua pureza, estão acima dos sofismas ou das agilidades verbais.
O Evangelho, praticamente falando, é um código de vida."
Justamente por isso é que a moral do Evangelho combina perfeitamente
com os objetivos da Doutrina Espírita." "O Espiritismo é,
como afirma Allan Kardec, uma Doutrina filosófica de efeitos religiosos.
Isto quer dizer que o Espiritismo tem um aspecto religioso, como tem um aspecto
científico e um aspecto filosófico."
"Allan Kardec frisa bem que o Espiritismo não é uma religião
instituída. O qualificativo constituída não exclui a idéia
religiosa. Há muita diferença entre culto organizado e consequências
religiosas. O Espiritismo tem, indiscutivelmente, consequências religiosas,
e muito profundas, mas a sua esquematização, a sua índole
e a sua conceituação básica não o omportam qualquer
forma de culto material, nem sacerdote, nem chefes carismáticos."
Através do Espiritismo, sabemos que o nosso passado se apresenta como
causa dos padecimentos atuais. Da resignação com que o suportamos,
advirá o progresso de nosso Espírito. Tenhamos em mente que nosso
futuro depende do que fizermos hoje. Nessa explicação espírita
há um encadeamento lógico entre o passado, o presente e o futuro;
o passado, manifestando-se em nós pelas tendências e aptidões.
O futuro, estamos hoje construindo e dependerá de nossas ações.
O Espiritismo não veio para derrogar a moral cristã, mas para
fortalecê-la. Um Espiritismo que não aceitasse os princípios
morais do cristianismo não seria mais Espiritismo, porque não
passaria de uma observação de fatos, guiada, apenas, pela curiosidade
do sobrenatural.
O Espiritismo não veio para arrancar de nossa alma a idéia de
um Deus criador, Pai de infinita justiça. Veio para trazer aos homens
inteligentes a explicação lógica da vida, e é por
isso que ele se vale do conhecimento científico, aplicado ao estudo do
extrafísico. À humanidade de hoje não basta uma fé
cega. O Espiritismo é o exemplo vivo de religião e ciência
entrelaçadas, colaborando, mutuamente, na pesquisa da verdade.
Emmanuel, em uma de suas consoladoras mensagens, esclarece-nos: "Nenhuma
teoria científica, nenhum sistema político, nenhum programa de
reeducação podem roubar do mundo a idéia de Deus e da imortalidade
do ser, inata no coração dos homens. As ideologias novas também
não conseguirão eliminá-la. A religião viverá
entre as criaturas, instruindo e consolando, como um sublime legado.
No dia em que a evolução dispensar o concurso da religião,
para a solução dos grandes problemas educativos da alma do homem,
a humanidade inteira estará integrada à religião, que é
a própria verdade, encontrando-se unida a Deus, pela fé e pela
ciência então irmanadas."
LEMBRETES:
1° - A ignorância é tão
estulta que, mesmo quando nos fere e flagela, não compreende sua função:
a de nos ajudar no desprendimento de nossa limitação, operando
em nós sublimação espiritual. Newton Boechat
2° - A ignorância é o maior flagelo do nosso mundo, o que melhor lhe caracteriza a inferioridade (...) Pe. V. Marchal
3° - (..) é filha do orgulho, deriva deste, e o orgulhoso se julga sempre bastante sábio. (..) J.B. Roustaing
4° - Um dos flagelos do mundo, Em toda a atualidade, É a ignorância dos homens. No sentido da humildade. Francisco C. Xavier
5° - É a ignorância a magia negra de todos os infortúnios (...) Francisco C. Xavier
6° - A ignorância é apenas uma grande noite que cederá lugar ao sol da sabedoria. Emmanuel
7° - (...) é mãe das misérias, das fraquezas, dos crimes (...) . André Luiz
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